IFSC de Araranguá patenteia plataforma para alunos cadeirantes

Equipamento permite que estudantes se movimentem nos laboratórios da unidade, girem sobre o próprio eixo e também ajustem sua altura de acordo com a necessidade, sem precisar sair da cadeira de rodas

A patente de um equipamento protótipo que pode auxiliar na acessibilidade de alunos cadeirantes em aulas práticas de educação profissional e tecnológica foi concedida ao IFSC (Instituo Federal de Santa Catarina) de Araranguá na última terça-feira (3).

Equipamento proporciona maior autonomia para cadeirantes participarem de aulas práticas em laboratórios – Foto: IFSC/Divulgação/NDEquipamento proporciona maior autonomia para cadeirantes participarem de aulas práticas em laboratórios – Foto: IFSC/Divulgação/ND

Essa foi a quinta patente concedida e desenvolvida pelo Instituto Federal, através do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). O objetivo deles era desenvolver um equipamento que daria a possibilidade de movimentação para os estudantes que utilizam cadeiras de rodas.

Assim, o objeto consiste numa plataforma automatizada que permite ao cadeirante se movimentar nos laboratórios, girar sobre o próprio eixo e também ajustar a altura da plataforma de acordo com a necessidade.  Utilizando essa plataforma, o aluno não precisaria sair de sua cadeira de rodas enquanto manuseia os diferentes equipamentos do laboratório.

O protótipo uma vez finalizado – Foto: IFSC/Divulgação/NDO protótipo uma vez finalizado – Foto: IFSC/Divulgação/ND

O protótipo teve início em 2009, com os professores Daniel João Generoso, Fábio Evangelista Santana, Andrei Morsch Franco e pelos então alunos Jaderson Machado, Mateus Gabriel Bosa e Thainá Martins. No início, ele foi testado em um torno mecânico, usado no curso técnico de Eletromecânica, num tear circular, usado no curso técnico em Têxtil e também na estamparia, usada pelos cursos da área de Moda.

A patente do produto deixa os professores ainda mais esperançosos no desenvolvimento do trabalho. “A patente garante os direitos autorais aos inventores. Além disso, demonstra uma conquista, pois todo o processo para obtenção da patente é bem rigoroso. Termos a patente cedida significa que nosso projeto é uma invenção e possui aplicação industrial. Precisamos agora de empresas interessadas em produzir o equipamento. Sempre imaginei pelo menos um equipamento em cada um dos 312 campus dos institutos federais no Brasil”, afirma o professor do curso técnico em Eletromecânica do Campus Araranguá, Fábio Santana.

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