Juíza aposentada Maria Consentino se prepara para criar Instituto de Defesa da Mulher

O SC no Ar desta quinta-feira (10) recebeu Maria Consentino, que falou sobre o livro que está escrevendo e o que a levou a se aposentar

A juíza aposentada Maria Consentino foi uma das convidadas do SC no Ar desta quinta-feira (10), no qual falou sobre o livro que está escrevendo e seus planos para criar o Instituto de Defesa da Mulher. Além disso, ela também explicou o que a levou a se aposentar.

“Foi uma aposentadoria prematura, mas acho que essa aposentadoria tem mais a ver com não abrir mão de quem eu sou, do meu propósito de vida, que é defender as mulheres. O último mapa da violência, que o Fórum de Segurança Pública preparou em 2020 e soltou agora, [fala que] uma em cada quatro mulheres no Brasil sofre algum tipo de violência. Esse meu trabalho ficou muito forte, foi crescendo muito”, contou Maria.

Juíza aposentada tem planos para criar o Instituto de Defesa da Mulher – Foto: harassmentJuíza aposentada tem planos para criar o Instituto de Defesa da Mulher – Foto: harassment

A juíza aposentada também lembrou de quando sofreu uma sindicância no Judiciário por se comunicar de forma diferente, utilizando as redes sociais para chamar a atenção do público para a violência contra mulheres: “É um patriarcado muito forte. Obviamente, com 26 anos de serviço público, 32 anos de trabalho, uma mulher de 54 anos, eu não ia simplesmente dançar na internet para me exibir. Na verdade, o que eu estava fazendo era utilizar uma ferramenta que tem muito alcance trazendo sempre essa questão de educação”.

Maria vai lançar um ebook até o fim do mês de junho, com o qual pretende esclarecer casos emblemáticos de sua carreira e conscientizar mais pessoas sobre a violência contra as mulheres no Brasil. Parte da verba arrecadada com a venda do livro digital vai ser investida na criação do Instituto de Defesa da Mulher e Enfrentamento à Violência.

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