Rodrigo Constantino

Ele se define como "um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda politicamente correta".


Mulher também mente

Desde o começo seu caso era muito frágil. E a decisão é um alento para quem acredita na Justiça

O júri do processo de difamação entre Johnny Depp e Amber Heard chegou a um veredicto nesta quarta-feira. Alguns veículos de imprensa deram uma chamada bastante enganosa, dando a entender que ambos foram condenados pelo júri, como se na essência houvesse uma derrota equivalente para os dois lados.

Nada mais longe da verdade! Tanto que Johnny Depp desabafou, aliviado, que ganhou sua vida de volta, enquanto Amber se mostrou indignada, bancando a vítima de “poderosos”. Desde o começo seu caso era muito frágil. E a decisão é um alento para quem acredita na Justiça.

O ex-casal esteve frente a frente na última semana em audiência – Foto: Roby Beck /AFPO ex-casal esteve frente a frente na última semana em audiência – Foto: Roby Beck /AFP

Digamos o óbvio aqui: mulher também mente! Há mulher maluca aos montes por aí, ou oportunista,venenosa, vingativa. É por isso que existe, na civilização ocidental, o devido processo legal, a exigência de provas materiais ou indícios fortes, e a presunção de inocência.

As feministas tentam acabar com tudo isso, retratando a mulher sempre como vítima do “sistema opressor”, e todo homem como culpado por excelência. Basta uma acusação da mulher para isso ser tratado como verdade absoluta por essas feministas, o que é absurdo e extremamente perigoso.

Ana Paula Henkel comentou: “Dia de vitória para as reais vítimas de abuso doméstico. Chega da hipocrisia de falsos movimentos como o Me Too que só visam lucrar e panfletar na demonização geral do sexo masculino sem, de fato, protegeras reais vítimas de violência doméstica e apontar os reais abusadores”.

A juíza Ludmila Lins Grilo desabafou,após ser alvo de processo disciplinar por lembrar que apenas a palavra de uma suposta vítima não basta para prender alguém por estupro ou lesão corporal, e que é irresponsável o juiz que se baseia somente nisso como prova: “Sim, um processo disciplinar foi instaurado por isto. Sei que parece, mas não é meme, nem piada. A gravidade disso demonstra o atual estado de coisas dentro do sistema de justiça no Brasil”.

Todos aqueles que ainda prezam o senso de Justiça comemoraram a decisão do júri, por perceber que o caso de Amber era extremamente fraco, que se trata de uma pessoa um tanto desequilibrada. E claro que não faltaria a politização disso para a realidade brasileira, até porque a atriz de Hollywood resolveu aderir ao movimento “Ele Não”contra Bolsonaro no passado. Como há o dia de pombo e o dia de estátua, o presidente foi as forras e festejou a vitória de Depp.

A imprensa brasileira parece não ter gostado muito, e reclamou que Bolsonaro foi “zombar” da atriz. Enfim, não foi dessa vez que pegaram “Jack Sparrow”. E fica a lembrança de algo básico: não basta acusar; tem que provar! Mulher, afinal, também mente. E foi uma mulher que defendeu Depp. E uma juíza que comandou o julgamento.Não é sobre mulher ou homem, mas sobre Justiça.

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