Queda de meteoro formou cratera de 13 km em cidade de SC

Há milhões de anos, um meteoro caiu no local onde foi construído o município de Vargeão

Quem mora no Oeste catarinense provavelmente já ouviu a história da queda de um asteroide na região. Embora milhões de anos tenham se passado, até hoje o caso registrado em Vargeão atrai olhares de pesquisadores e curiosos.

Olhando do alto, é possível perceber que a geografia do município de apenas 3.570 habitantes é atípica – Foto: Reprodução/NDOlhando do alto, é possível perceber que a geografia do município de apenas 3.570 habitantes é atípica – Foto: Reprodução/ND

Olhando do alto, é possível perceber que a geografia do município de apenas 3.570 habitantes é atípica. Segundo o pesquisador e geólogo Alvaro Penteado Crósta, que estuda o caso desde 1980, um corpo celeste caiu no local onde foi construído o município há cerca de 100 milhões de anos.

Queda do meteoro acabou formando uma cratera de 13 km de diâmetro, o que explica o formato circular de Vargeão – Foto: Reprodução/NDQueda do meteoro acabou formando uma cratera de 13 km de diâmetro, o que explica o formato circular de Vargeão – Foto: Reprodução/ND

A queda acabou formando uma cratera de 13 km de diâmetro, o que explica o formato circular de Vargeão. “Não é um processo geológico comum. Nós temos hoje no mundo cerca de 200 crateras de impacto dos mais diversos tamanhos. No Brasil tem 10 crateras desse tipo. A de Vargeão foi a terceira descoberta no país”, explica o pesquisador.

As rochas viraram ponto turístico na cidade e estão espalhadas por várias partes. Além das rochas, a areia encontrada lá também apresenta uma curiosidade. Por anos, a argila extraída do arenito foi usada como produto para a pele. “A areia existe por causa da formação do impacto, mas suas propriedades medicinais não são comprovadas pela ciência”, conta o geólogo, que inclusive já experimentou o tratamento.

Um projeto cogita a possibilidade de tombar o espaço e criar um geoparque. “Isso gera um pouco de debate na região porque alguns proprietários acham que vão perder o direito da terra. A ideia do geoparque é justamente o contrário. É trazer visitantes para conhecer, mantendo toda a atividade que tem ali. Simplesmente colocando placas e treinando monitores para explicar a história de como se formou isso”, relata.

Enquanto isso não ocorre, moradores e visitantes podem contemplar as belezas de um dos municípios mais inusitados da região Oeste catarinense.

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