Risonho e batalhador: quem é o surfista que morreu em praia de Florianópolis

Vanderlei tinha 45 anos e foi surfar na praia do Novo Campeche, quando bateu a cabeça em um banco de areia

Natural de Curitiba, Vanderlei de Mello Afonso tinha 45 anos e partiu de onde morava para Florianópolis. A mudança ocorreu ainda nos anos 2000, quando o jovem buscava trabalho. De lá para cá, ergueu uma loja de construção e reparos de pranchas de surf, a Weatherley Surfboards, no Rio Tavares, localizado no Sul da Ilha. Além disso, construiu sua família, sendo pai de dois filhos.

Vanderlei se dedicava há mais de 20 anos no exercício de construir e reparar pranchas – Foto: Internet/Divulgação/NDVanderlei se dedicava há mais de 20 anos no exercício de construir e reparar pranchas – Foto: Internet/Divulgação/ND

Vanderlei era também mentor e surfista. Na última segunda-feira (21), foi até a praia do Novo Campeche para surfar, mas, segundo relatos de pessoas que estavam no local, Vanderlei teria caído de sua prancha e batido com a cabeça em um banco de areia.

Ele foi retirado da água por outro surfista e por seu filho mais velho, que tentou reanimá-lo até a chegada das unidades de atendimento. Quando o CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina) chegou ao local, Vanderlei já havia morrido. O corpo foi encaminhado ao IGP (Instituto Geral de Perícia) para os médicos legistas atestarem a causa da morte.

Vanderlei era considerado como um grande amigo por todos os que o conheciam – Foto: Internet/Divulgação/NDVanderlei era considerado como um grande amigo por todos os que o conheciam – Foto: Internet/Divulgação/ND

A informação chegou como um baque para a família e para os amigos. André Santos, amigo de Vanderlei desde 2004, considerava ele como um homem sereno, risonho e de coração puro. “Eu posso resumi-lo como ser humano: amor”, conta.

André veio de Maceió, município no Estado do Alagoas, em busca de trabalho, no ano de 2004. Quando chegou a Florianópolis, com experiência em pranchas de surfe, encontrou as portas abertas na loja de Vanderlei. O estabelecimento, inicialmente, ficava localizado na avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição.

“Era como um irmão”

Para André, Vanderlei era um excelente pai, marido, e trabalhador. Sempre batalhou muito para conquistar o que possuía. “Ele estava sempre rindo. Eu sempre sério e ele sorrindo. É essa a lembrança que quero ter dele para o resto da vida”, relata.

À direita, André, e à esquerda, Vanderlei – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDÀ direita, André, e à esquerda, Vanderlei – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/ND

O amigo comenta que o curitibano era “um cara de família humilde, muito educado e parceiro, em tempos bons e ruins. Era como um irmão”, afirma André. O amor e a parceria com Vanderlei estão marcados na pele: uma tatuagem, como gesto de carinho, ganha vida em seu antebraço e transforma a amizade em um registro eterno.

André marcou em sua pele a amizade dele com Vanderlei – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDAndré marcou em sua pele a amizade dele com Vanderlei – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/ND

Vanderlei voltou ao Brasil em 2020, após morar na Europa por um tempo. Nas redes sociais, pupilos do surfe de Vanderlei também postaram homenagens ao mentor. A surfista Violeta Sanchez disse que ele foi seu primeiro patrocinador e o primeiro a apoiá-la. Ela desejou que seu amigo descansasse em paz.

“Muitas horas surfando e muitas histórias para contar com a família Wheatherley”, escreveu o surfista Jose Luis Berasaluce. “Foram horas de conversa para fazer os melhores longboards da minha vida. Você sempre vai fazer parte da história do surf e eu sempre te levarei comigo”, completou.

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