Semana das mães: laços com os filhos são gerados no coração

Balanço Geral Florianópolis começou a semana das mães com uma homenagens às famílias ligadas por laços de amor e construídas por meio da adoção

Os laços entre mães e filhos são gerados no coração. Na semana das mães, o Balanço Geral Florianópolis fez uma homenagem às famílias construídas por meio da adoção e às mulheres que se descobriram mães depois de um processo de espera muitas vezes longo.

A assistente social Cristiane Coelho de Campos Marques e o administrador Luciano de Souza Marques estão juntos há 16 anos. O casal queria muito ter filhos e já tinha planejado ter dois filhos biológicos e um do coração, mas os filhos da barriga não vieram. Então, veio a decisão: os filhos viriam todos do coração. Assim, a história deles teve novos capítulos com a chegada das filhas Letícia, Isadora e Bianca.

Há dois anos, o casal está aprendendo a ser pai e mãe e nessa jornada Cristiane se redescobriu. “As sensações são múltiplas. A euforia de estar realizando um sonho e o grande desafio que é a educação, que é repassar realmente o amor que a gente tem por elas. Em alguns momentos, elas mesmas duvidam desse nosso amor. Então, os testes são constantes. Confesso que somos uma família real”, disse ela.

A família de Cristiane e Luciano ficou completa com as filhas – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVA família de Cristiane e Luciano ficou completa com as filhas – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV

No início do processo de adoção, Luciano e Cristiane queriam adotar apenas duas crianças, mas uma informação fez eles mudarem de opinião: “Uma das assistentes sociais falou que lá no Meio Oeste tinham três meninas e que estavam pensando em separá-las, para facilitar a adoção. Isso para nós bateu muito forte, a gente que sempre pensou em ter três filhos. Então, conversamos e tomamos a decisão de ir conhecê-las”, contou o pai das meninas.

Cristiane e Luciano entraram com o processo em 2014 e, somente depois de mudarem o perfil das crianças e aceitarem três irmãs, que a situação andou um pouco mais rapidamente. Mesmo assim, foram ao todo cinco anos para formar uma família.

A decisão de adotar uma criança requer mais do que o desejo de ser pai ou mãe. Requer também responsabilidade, planejamento, paciência e muito amor. Nessa fila de espera, os grupos de apoio ajudam os pretendentes a organizarem a vida para a chegada da criança ou das crianças.

Um desses grupos é o Geaafa (Grupo de Estudos e Apoio à Adoção Família do Amor), que conta com psicóloga, assistente social e advogado em sua equipe técnica. “Para trazer informações de qualidade e mostrar um pouco da realidade dessas crianças que se encontram nos acolhimentos, porque é importante saber quem são essas crianças. Os pretendentes da adoção às vezes não têm essa noção. Não têm noção da documentação, não têm noção de toda a demora do processo”, explicou a assistente social do projeto, Marli Teresinha Osaida.

Segundo a Comissão Estadual Judiciária de Adoção, 1.354 crianças e adolescentes estão acolhidos em Santa Catarina e mais de 2900 pessoas estão habilitadas como pretendentes a adotar. Atualmente, 256 crianças e adolescentes estão aptos para serem adotados no Estado. Um número que não diminui tão facilmente porque a maioria dos candidatos a adotantes opta por crianças de até três anos de idade sem irmãos, o que torna o processo longo, por vezes, durando anos.

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BG Florianópolis