Tecnologia vira aliada de pescadores de SC na temporada da tainha

De rádios amadores a grupos de celular, pescadores compartilham informações e deixam o processo de pesca mais dinâmico

Faz dez dias desde o início da safra de tainha em Santa Catarina e mesmo com os poucos peixes capturados, pescadores mantém utilizam a tecnologia para compartilhar informações com pescadores e também facilitar o ato da pesca.

Pescadores ainda não conseguiram fazer grandes capturas devido ao tempo  – Foto: PMF/Divulgação/NDPescadores ainda não conseguiram fazer grandes capturas devido ao tempo  – Foto: PMF/Divulgação/ND

Agora, grupos de celulares são formados pelos pescadores, e ajudam eles a se comunicarem com pescadores de outros estados para saber se o peixe está vindo ou não.

Claudinei José Lopes, que pesca há 35 anos, acredita que nos dias de hoje a comunicação é muito diferente de antes. “Naquela época a comunicação da canoa com o vigia era através do abano. O vigia ia para o ponto dele e o pescador distribuído ao longo da praia. Quando o vigia abanava, a gente conseguia saber quando era a hora de fazer o lance”.

Entre as tecnologias usadas para a comunicação, estão os rádios amadores. Segundo Claudinei o processo se dá com o pescador levando o rádio na canoa e o vigia ficando com o rádio. Assim, o vigia pode informar coisas como o tipo de lance que deve ser feito (mais para fora ou para dentro) e até a quantidade de peixe.

Grupos de celular 

Em 2015, Marcelo Alcionir da Silva, que é filho de pescador, tomou a iniciativa de criar um grupo no celular para compartilhar informações da pesca. A ideia deu tão certo que hoje são 12 grupos com mais de 13 mil pessoas. Lá eles recebem informações de pesca desde o Rio Grande do Sul até o estado do Pará.

Para ele, o grupo foi criado com o propósito de levar informações aos pescadores, mantendo-os informados sobre a área pesqueira. De forma que é possível saber aonde está a tainha e receber outros tipos de informações rápidas e eficientes.

A pesca de tainha até agora

Até o momento a pesca da tainha não rendeu muitas capturas, principalmente por causa do tempo. Ao todo, no estado de Santa Catarina, só foram capturadas 2.144 tainhas, muito pouco comparado ao mesmo período do ano passado, no qual foram capturada oito toneladas e meia de tainha.

Houveram só alguns dias propícios para a chegada dela no litoral, com alguns lances registrados em praias do norte e do leste da ilha, Balneário Camboriú, Governador Celso Ramos e Bombinhas.

Por enquanto está somente autorizada a modalidade de arrasto de praia. Já no próximo dia 15 será liberado o de emalhe-anilhado e no primeiro de junho autoriza-se a pesca industrial.

Só na Grande Florianópolis são cerca de 13 mil pescadores diretamente envolvidos na pesca da tainha, no estado 20 mil. A safra da tainha é o momento mais importante do ano para o pescador. Fazendo com que de maio a julho a dedicação de boa parte deles a pesca seja integral

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BG Florianópolis

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