Trabalhadores dos Correios de Chapecó voltam à rotina após 34 dias de greve

A Federação orientou os sindicatos a realizarem assembleia nesta terça-feira (22) como forma de avaliar o resultado do julgamento do TST

A greve dos funcionários dos Correios deve encerrar nesta terça-feira (22), após 34 dias de mobilização. Em Chapecó, a classe trabalhista iniciou o movimento no dia 18 de agosto, trabalhando com 50% da capacidade. A decisão pela retomada foi adotada após o TST (Tribunal Superior do Trabalho) julgar o dissídio da categoria aprovando reajuste de 2,6%.

Trabalhadores dos Correios da unidade de Chapecó vão retomar as atividades após 35 dias de mobilização – Foto: Reprodução/NDTV

Em nota, a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa dos Correios e Similares) criticou a decisão, pois “representa mais um ataque aos direitos da classe trabalhadora, e um retrocesso a nossa categoria”, disse José Rivaldo da Silva, secretário-geral da federação.

O diretor sindical de Chapecó, Claudinei Gilberto Giongo comenta que os funcionários dos Correios não queriam aumento salarial e sim os direitos adquiridos ao longo do tempo.

“O meu parecer é que estão fazendo isso para privatizar a empresa, porque tiraram de 35 a 40% em todos os direitos. Isso é um absurdo, é tirar um direito que já foi assinado. Se caso privatizar a empresa, a receita vai impactar diretamente no cliente porque a tarifa vai aumentar”, comenta o diretor sindical.

A Federação orientou os sindicatos a realizarem assembleia nesta terça-feira (22) como forma de avaliar o resultado do julgamento. Em Santa Catarina, a ação está prevista para às 19h.

Os Correios também se manifestaram sobre o resultado do dissídio. Em nota comentaram que desde julho busca negociar os termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, de maneira “a fortalecer as finanças e preservar sua sustentabilidade. A empresa agora empreenderá todos os esforços para recompor os índices de eficiência dos produtos e serviços, considerados essenciais, nesse momento em que a população brasileira mais precisa”, garante o documento.

Com informações Agência Brasil

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