Aos 35 anos, De Volta Para o Futuro é uma das marcas dos anos 80

Ficção científica mostrava avanços com efeitos especiais, o que permitia que se fizessem produções mais sofisticadas para a época

Quando se fala sobre cinema dos anos 80, algumas produções memoráveis surgem na nossa cabeça. Filmes como “Indiana Jones”, “Rambo” e “Exterminador do Futuro” marcaram época e claro, “De Volta Para o Futuro” que nesta sexta-feira, (3) de julho, completa 35 anos da estreia ocorrida em 1985 nos cinemas se tornando uma das grandes marcas da década.

Doutor Brown e Marty McFly no primeiro filme da trilogia – Foto: Divulgação

Assim, a história que mostra o jovem Marty McFly (Michael J. Fox) voltando no tempo foi um grande sucesso de bilheteria e a aventura se mostrou uma das mais empolgantes dos anos 80.

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Naquela década a ficção científica estava numa curva ascendente nas telas, já que os efeitos especiais avançavam rapidamente, o que permitia fazer filmes cada vez mais sofisticados visualmente.

Isso permitia então produções que mostravam o espaço sideral, armas com raios diferentes, todos os tipos de naves, cenários de planetas dos mais diversos, criaturas estranhas e viagens no espaço-temporais. E um dos temas favoritos da ficção sempre foram as viagens no tempo, tema principal de De Volta Para o Futuro.

Características de seu tempo

Para fazer a mudança de década, dos anos 80 para os 50, o filme tinha de mostrar na tela muito forte as características de seu tempo, o ano de 1985. Então, tudo o que estava em alta na época aparece com muito destaque quando a história acontece no presente.

Vemos lá Marty tocando guitarra como um grande roqueiro (o rock falava alto naqueles anos), os penteados característicos, tênis Nike, jaqueta de nylon, tecnologia e por aí afora. O presente tinha de estar na tela e na cara das pessoas, já que deveria se contrapor à viagem ao passado. Todos esses elementos juntos fizeram com que o primeiro longa da trilogia entrasse para a história como um registro fortíssimo do que foram os anos 80.

Dessa forma, é você assistir então a este filme para saber como as pessoas se vestiam, como se comportavam, o que pensavam, os carros usados, a música que tocava, como era a tecnologia, como eram as ruas, entre outros detalhes. Claro que isso tudo é mostrando o ponto de vista da vida cotidiana de uma cultura ocidental e, mais especificamente, norte-americana.

Exemplo de cinema da década

Além de ser esse símbolo dos anos 80, o longa é também um exemplo do cinema daquela década. Divertido, bem produzido, muitos efeitos especiais, situações cotidianas misturadas a elementos fantásticos, enfim, tudo o que aparecia em praticamente todos os grandes filmes hollywoodianos da época. Assim, é só procurar essas características em outras produções para encontrá-las, de Os Caça-Fantasmas a Gremlins, tudo está lá.

Muito embora De Volta Para o Futuro seja “apenas” produzido por Spielberg — e não dirigido —, o longa então tem em si também suas marcas. Dá quase para ver uma linha fazendo a conexão entre este primeiro longa da sage e outros trabalhos de Steven como E.T.: O Extraterrestre, Gremlins, Goonies e Indiana Jones.

Claro que o diretor Robert Zemeckis também tem que levar os créditos aqui, afinal também podemos considerá-lo um dos estetas dos anos 80 com outros trabalhos como Tudo Por Uma Esmeralda e Uma Cilada Para Roger Rabbit. De Volta Para o Futuro chega aos 35 anos como uma relíquia da década de 80.

Série de filmes na íntegra

Sem remakes e sem reboot, esta série de filmes permanece íntegra, sem alterações, sem mudanças e isso é uma grande vitória quando a gente lembra de outras produções que acabaram, digamos, maculadas em anos mais recentes.

O longa que chega agora a três décadas e meia de lançamento se tornou uma máquina do tempo, uma daquelas cápsulas com objetos que a gente enterra para abrir dali a trinta anos (35, no caso).

É praticamente um documentário daqueles dias, uma polaroid de 1985 que nos permite viajar ao passado e até descobrir como é que se pensava o futuro. Para isso basta assistir a De Volta Para o Futuro 2 para ter uma viagem completa no tempo (a parte 3 já é uma outra história).

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