Filme ‘Tainha: Esperando El Viento Sul’ estreia mostrando vida de pescadores de Florianópolis

Longa do cineasta argentino Sergio Stocchero, foi exibido segunda, às 19h, no Mercado Público, em sessão gratuita

A temporada de pesca da tainha – “o peixe mais sagrado que existe no mar”, dizem os pescadores destas bandas – começou nesse domingo (1º) em Santa Catarina. Assim, as manifestações artísticas e culturais em torno do pescado mais esperado do ano também ganham efervescência.

Longa relata vida de pescadores do Pântano do Sul em relação à pesca da tainha – Foto: Divulgação/NDLonga relata vida de pescadores do Pântano do Sul em relação à pesca da tainha – Foto: Divulgação/ND

Para marcar a data, nesta segunda-feira (2), às 19h, estreou o documentário “Tainha: Esperando El Viento Sul”, com exibição no vão central do Mercado Público de Florianópolis. A exibição, gratuita, é uma promoção do cineclube do Mercado, projeto recente da Secretaria de Turismo de Florianópolis.

A finalidade é mostrar a arte e o melhor do cinema local, com colaboração e co-organização do Departamento Artístico Cultural da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

O diretor da obra, o cineasta argentino Sergio Stocchero, estará presente e propõe um debate com o público. A pesca artesanal da tainha é prática ancestral e comunitária realizada durante os meses de maio e junho no litoral catarinense.

Há séculos e todos os anos, antes da chegada do inverno, ela sobe em cardumes das águas doces do Rio da Prata em busca de águas mais quentes e salgadas para de sovar, renovando a esperança de fartura dos pescadores artesanais do sul do Brasil. O Pântano do Sul, tradicional vila de pescadores da Ilha com cerca de 500 profissionais, atraiu a atenção do cineasta.

“Nessa pesca comunitária, nos aproximamos deum modo de vida e filosofia diferentes; uma forma distinta de entender o tempo; a uma manifestação encarnada de esperança. O documentário propõe uma viagem a esse lugar mágico”, sintetiza ele. O longa também foi selecionado para a 12a edição do Festival Internacional Arraial CineFest, realizado em fevereiro, na Bahia.

O cineasta também pretende apresentá-lo em festivais pelo mundo. Espanha, Estados Unidos, Chile, Inglaterra, Emirados Árabes, Rússia, França, Iran e Iraque, onde deve concorrer na categoria longa-metragem documental.

O projeto foi desenvolvido de maneira independente, com apoio da Universidade Nacional de Villa Maria, de Córdoba, na Argentina, com aporte do Fondo Nacional de las Artes e realizado com a produtora brasileira Mundo Imaginário.

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