Nos cinemas, “Bohemian Rhapsody” descreve processo que fez a glória de Freddie Mercury

Longa-metragem sobre a banda Queen levou nove anos para se tornar realidade

Não é preciso ser um produtor experiente como Graham King, cujo currículo abrange filmes de Michael Mann, Martin Scorsese e Clint Eastwood, para saber que Queen, uma das bandas mais bem-sucedidas da história, e seu carismático e talentoso líder Freddie Mercury valiam um filme. Mas como foi longo – 9 anos – e árduo o caminho de “Bohemian Rhapsody” para chegar às telas. No Brasil, o filme é a principal estreia da semana. “Primeiro, o problema era escolher qual parte de sua vida contar”, disse King em entrevista ao “Estado”. “Levou muito tempo para chegar a um roteiro que me deixasse satisfeito.”

O ator Ramy Malek se entregou para encarnar o astro no cinema - Divulgação/ND
O ator Ramy Malek se entregou para encarnar o astro no cinema – Divulgação/ND

A primeira controvérsia aconteceu com Sacha Baron Cohen, cotado para viver Freddie Mercury. “Eu disse que não ia fechar com nenhum ator sem ter um roteiro ou um diretor”, afirmou. Baron Cohen deu uma entrevista dizendo que tinha sido afastado, porque Brian May, um dos integrantes do Queen, estava querendo controlar o longa. “De repente, virou culpa dele”, contou King.

O produtor acabou encontrando seu Freddie Mercury perfeito em Rami Malek, o ator da série Mr. Robot. “Fiz uma reunião com ele, que estava tão empolgado. Dava para sentir que organicamente havia algo de Freddie nele. Não me importava muito sua aparência, não queria um imitador.” King também não queria um ator branco no papel – Mercury era de origem pársi e nascido em Zanzibar. A família de Malek vem do Egito.

Malek deu o sangue pelo papel: enquanto gravava Mr. Robot em Nova York, voava para Londres nas poucas folgas para fazer aulas de movimento, canto e piano. Sua primeira sequência foram os 20 minutos que reproduzem a histórica apresentação do Queen no Live Aid, em 1985, que abre e fecha o filme. “Queríamos que fosse tão autêntico quanto possível”, disse Malek. “Não dava para improvisar, porque está gravado na memória das pessoas.

A famosa performance em São Paulo, com “Love of My Life”, cantada a plenos pulmões pela plateia, serve como introdução e pano de fundo para a cena em que Freddie Mercury revela à sua então noiva, Mary Austin (Lucy Boynton), ser gay. Os dois permaneceram próximos a vida toda. “Mary foi o amor de sua vida”, disse Malek. A escolha, no entanto, de manter a figura de Mary, provocou críticas de que o filme poderia estar disfarçando a homossexualidade de Mercury.

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