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O artista brasileiro que fez carreira nos Estados Unidos

Vocês já ouviram falar em Glauco Araujo? Talvez vocês já tenham visto esse artista brasileiro em algum filme americano; confiram a trajetória dele

Hello, meus queridos leitores, hoje quero contar essa trajetória super legal de um artista brasileiro que conseguiu fazer e consolidar sua carreira nos Estados Unidos, o que todos nós sabemos que não é nada fácil.

Glauco Araujo veio até mim por e-mail, por acompanhar o nosso portal e, após várias trocas de e-mails em continentes diferentes, consegui uma entrevista super bacana.

Ator e artista brasileiro que fez carreira nos Estados UnidosGlauco Araujo, artista brasileiro que conquistou a América do Norte – Foto: Reprodução/Acervo Glauco Araujo foto por Joshua Ramos/ND

Me conta como foi teu processo de imigração. Você possui green card (cidadania) ou é visto de trabalho?

“Meu status é como residente estrangeiro e tenho permissão para viver e trabalhar nos Estados Unidos legalmente; e, claro, pago meus impostos. Mas é um longo processo até que toda a documentação seja finalizada. Os Estados Unidos agora é a minha casa e serei eternamente grato a este país, que me recompensa tão generosamente.”

Como foi que você se inseriu nos filmes, por que não deve ter sido nada fácil né? Imagino que eles devam dar preferência para os americanos.

“Me sinto abençoado em minha jornada como artista. Pouco antes de vir para os Estados Unidos, dancei nos Jogos Paralímpicos de Londres representando o Brasil. Em Chicago, pude interpretar papéis principais na companhia de Dança Momenta, incluindo clássicos do Ballet Russe, bem como no repertório de Dança Moderna, que era um sonho para mim. E, em Chicago, eu tive um balé inteiro criado para mim, que foi inspirado por minha própria história desde criança chegando à idade adulta”, conta.

“O nome do show era Melodious Marco. Foi um momento muito especial da minha vida. Eu estava enfrentando muitos desafios, mas tive a sorte de ter outras pessoas que me ajudaram”.

“Quando cheguei em Nova York, recebi uma bolsa de estudos para a Alvin Ailey School e na minha primeira performance em NY, pude dançar com a Orquestra Camerata de Nova York com uma coreografia criada para mim. E depois, trabalhei em dois musicais Off-Broadway.”

Glauco me contou, que no ano passado em meio a pandemia, foi convidado pelo um Studio do Rio de Janeiro para participar de um dueto, onde recebeu cinco prêmios de festivais de dança online aqui no Brasil.

Todos os filmes que ele participou foram reconhecidos em vários festivais internacionais de cinema:

  • A Tango to Remember – Melhor Filme de Romance Los Angeles Film Awards, Melhor Cineasta Mulher, Atman Film festival, Cinematic Awards, Cyprus International Film Festival;
  • Ruminate – Melhor Musical e Melhor Coreografia de Dança, Oniros Film Awards, Melhor Musical/Dance Film, Los Angeles Film Awards;
  • Dance for Freedom – vencedor do primeiro lugar do concurso de curtas-metragens da Fundação Dr. David Milch/CCNY Lucid, escrito e dirigido por Juan Wang – prêmio de melhor filme da Heibei Television Artists Association.

“Para responder a sua pergunta: “Por que não dar preferência para um americano em vez de um brasileiro?” Bem, há muitos papéis para diferentes etnias no teatro, na TV e no cinema. Sim, não sou americano, mas há muitas peças para imigrantes que falam inglês.”

Ator e artista brasileiro que fez carreira nos Estados UnidosRuminate Poster- que ganhou como melhor musical e melhor coreografia de dança- Foto: Reprodução/Acervo Glauco Araujo/ND

E o teu inglês, imagino que não possas ter sotaque nenhum e uma fluência perfeita. Como foi isso? Já havias morado fora antes ou feito algum curso de inglês?

“Eu não falava inglês na primeira vez que cheguei aqui em Nova York. Lembro que havia dias em que me sentia muito infeliz, porque não conseguia falar com as pessoas e dependia da ajuda de outras. É muito complicado e frustrante quando você não consegue expressar seus sentimentos”, relembra.

“Tudo mudou quando comecei a trabalhar com teatro; e foi no teatro que consegui desenvolver melhor minhas habilidades na língua inglesa. Todo o trabalho de ensaio antes de um show, todo o trabalho de preparação para o desenvolvimento de um personagem, a interação com os outros atores e todas as pessoas envolvidas na produção – isso me deu a chance e me forçou a me comunicar em inglês”.

“Os ensaios me ajudaram não só artisticamente, mas a ficar mais fluente e confiante na língua inglesa. Com o passar do tempo, meu vocabulário cresceu e minhas interações tornaram-se mais naturais. Sempre me senti em casa quando estava no palco, e pela primeira vez todo o processo me deixou à vontade em relação às outras pessoas. Eu poderia me expressar melhor, sem julgamento, sem o medo de não entender ou de não me fazer entender.”

E agora na pandemia, como estão os jobs? Como estás te mantendo financeiramente?

Glauco chegou a ter Covid-19, no comecinho de 2020 e afirmou ter sido bem debilitante para ele, mas conseguiu se recuperar e não teve que ir ao hospital.

“Cada dia é uma aventura. Procuro novas oportunidades o tempo todo. Quando você está nas artes, não é como ter um emprego das 9h às 17h, onde você sabe onde estará de segunda à sexta-feira. Quase tudo está online agora, e também tenho uma agência de talentos que conseguem as audições. No mês passado, tive a sorte de fazer um comercial”, diz.

“Claro, você precisa ser testado para Covid-19 antes de cada trabalho. Filmamos no trem enquanto viajávamos de Washington/DC para Nova York e eu adorei. E depois fiz uma pequena participação no seriado Russian Doll , da Netflix. As coisas acontecem rapidamente, então quem sabe o que o amanhã trará”.

“Por exemplo, recentemente trabalhei em um novo filme Into the New World, que recebeu o prêmio de Melhor Filme Experimental no New York Independent Cinema Awards; o filme também foi selecionado para o Venice Film Awards na Califórnia, e para o Berlin Shorts Awards na Alemanha.”

Aqui embaixo segue o trailer legendado de Russian Doll em que Glauco fez uma participação.

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