Três filmes e várias nuances: a dualidade de Queenie Goldstein na franquia Animais Fantásticos

Com a sequência de três longas-metragens, personagem mostrou volatilidade de pensamentos e ações durante as cenas gravadas

Quando a franquia “Animais Fantásticos e Onde Habitam” estreou, a comoção entre os fãs dos filmes e livros de Harry Potter era grande. Afinal, quem não gostaria de rever a tão amada Hogwarts e personagens emblemáticos da história novamente – ou pela primeira vez, como foi o meu caso – nas telonas?

Apesar da ansiedade coletiva, os novos filmes chegaram com um ar diferente do que estávamos acostumados a assistir. Claro, muita magia ainda estava envolvida nas narrativas, mas desta vez ela possuía um peso maior, sabendo que adentraria em coletâneas ainda mais obscuras do que o embate entre o menino que sobreviveu e o Lord Voldemort.

Personagem Queenie Goldstein é interpretada por Alison Sudol – Foto: Internet/Reprodução/NDPersonagem Queenie Goldstein é interpretada por Alison Sudol – Foto: Internet/Reprodução/ND

Por conta disso, diversos personagens foram criados com profundas bagagens que seriam desmembradas uma a uma durante a jornada.

Prevista para ser contada em cinco diferentes filmes, com três já disponíveis, sendo que o último – “Animais Fantásticos: os Segredos de Dumbledore” – foi lançado recentemente nos cinemas, ficou evidente na história que uma das personagens da franquia apresentava muito mais nuances em sua personalidade do que todos os outros.

Queenie Goldstein é chamada de bruxa legilimente, ou seja, consegue ler o pensamento e definir as emoções de outras pessoas, sejam elas trouxas (sem magia) ou não. Meio-sangue, a mulher é extremamente poderosa – mas também muito volátil.

Por conta de sua habilidade, Queenie é capaz de decifrar os pensamentos mais felizes e obscuros das mentes humanas. Foi justamente isso que fez com ela se tornasse o ponto central de uma das reviravoltas do segundo longa-metragem da franquia, “Animais Fantásticos e os Crimes de Grindelwald”.

O começo da narrativa

Mas antes de chegarmos no ano dois, precisamos primeiro nos embasar na narrativa inicial. Desde suas primeiras aparições, Queenie sempre se mostrou uma mulher forte e independente, que apesar das dificuldades enfrentadas em sua formação, obteve sucesso como bruxa.

Sua doçura e carisma foram inclusive os atributos principais que fizeram com que ela fosse uma das personagens preferidas dos fãs, logo de cara.

E quem não amou o relacionamento dela com Jacob Kowalski? De longe uma das cenas mais emblemáticas e cheias de emoção do primeiro filme foi protagonizada por ambos, quando eles precisam se despedir um do outro e a memória do trouxa é apagada após o confronto final do filme.

Casal é o preferido entre os fãs da franquia – Foto: Internet/Reprodução/NDCasal é o preferido entre os fãs da franquia – Foto: Internet/Reprodução/ND

O brilhantismo da cena dos dois e a química trocada entre os atores foram uns dos pontos centrais que mais feriram os fãs do casal quando ambos finalmente se reencontraram no segundo longa, já com as lembranças de Jacob reinseridas em sua memória, para logo serem separados novamente, mas desta vez por conta das trevas.

Ludibriada e enganada por Gellert Grindelwald, Queenie cede aos pensamentos maléficos do bruxo mais perigoso de todos os tempos. Assim ela junta-se a ele em sua ideia de dominação mundial.

Bruxo das trevas foi interpretado por Mads Mikkelsen, após a substituição de Johnny Depp no papel – Foto: Internet/Reprodução/NDBruxo das trevas foi interpretado por Mads Mikkelsen, após a substituição de Johnny Depp no papel – Foto: Internet/Reprodução/ND

Mas o que mais chama atenção neste tópico não foi sequer sua mudança de time – que com certeza chocou muitos espectadores -, mas sim o fato de ela conseguir ler a mente de Gellert e lá encontrar motivos  suficientes para segui-lo, afinal, o bruxo acreditava na superioridade dos mágicos sobre os que não eram dotados de magia.

E foi com essa dualidade que o diretor da franquia, David Yates, resolveu brincar. Apostando em algo que poderia ser perigoso, mas que encantaria os olhos dos críticos, Yates criou o cenário perfeito, onde mexeu com emoções sinceras, mas ao mesmo tempo perversas.

Ele acertou, mas pecou no terceiro filme, ao trazer a consciência de Queenie de volta ao lado do bem. Segurando esse espaço da narrativa por um tempo prolongado, o diretor teria em suas mangas o que poderia ser o ápice de uma nova reviravolta nos longas que ainda estão por vir.

A necessidade de promover um serviço aos fãs para ganhar bilheteria tirou de David o que ainda seria um limiar muito mais fino entre o bem e o mal, tão combatidos por Dumbledore e Grindelwald: a capacidade de Queenie de interpretar ações.

Apesar disso, a personagem é, de longe, uma das mais bem exploradas em toda a franquia, com tempo de tela suficiente para ser considerada como uma das protagonistas de toda essa aventura.

Veja o trailer de “Animais Fantásticos: os Segredos de Dumbledore”:

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