Dirigentes quenianos do atletismo são inocentados em caso de extorsão

David Okeyo e Isaac Mwangi foram acusados por atletas flagrados no antidoping

Isaac Mwangi é ex-CEO da Federação Queniana de Atletismo (Foto: Ben Curtis/AFP)
Isaac Mwangi é ex-CEO da Federação Queniana de Atletismo (Foto: Ben Curtis/AFP)

O Painel de Ética da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) inocentou nesta quinta-feira dois dirigentes do Quênia acusados de extorsão. Os responsáveis pela investigação alegaram “desconforto” com a decisão, mas declararam que David Okeyo e Isaac Mwangi são inocentes.

Apesar disso, Okeyo segue banido do esporte, conforme divulgado pela entidade na semana passada, em meio a outra investigação. Ele foi punido por ter participado de desvio de centenas de milhares de dólares de recursos de patrocínio da Nike para uso pessoal e por outros dirigentes.

Mwangi, que já foi membro do Conselho da IAAF e atuou como secretário-geral e vice-presidente da Federação Queniana de Atletismo, foi acusado de extorquir atletas flagrados em exames antidoping. Segundo a investigação, ele cobrava dinheiro para reduzir penas por doping ou encobrir resultados positivos.

Seis esportistas flagrados em exames acusaram Okeyo de extorsão. Quatro apontaram Mwangi como responsável. Segundo eles, as ações dos então dirigentes aconteceram entre 2012 e 2015.

“Embora as acusações não tenham sido provadas neste caso, este painel está perturbado por algumas evidências encontradas na investigação”, informaram os três integrantes do painel de ética da IAAF na decisão.

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