Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.


A história que vem a seguir é fato, virou livro e filme

Lucy conta, no livro que ela escreveu, “Castaway” (Náufragos), que vivia dias de loucura por um copo d’água

A história que vem a seguir é fato, virou livro e filme. A tal história tem 40 anos, começa com um jornalista e escritor inglês Gerald Kingsland, 49 anos, que não sabia como sacudir o marasmo em que vivia, nada lhe alegrava.

Foi quando lhe veio uma ideia louca à cabeça: passar um ano numa ilha deserta, enfrentando a vida sem nada. Nada levando para a ilha, só a roupa do corpo, mas… Não queria ir sozinho.

Pôs um anúncio num jornal pedindo uma parceira. Apareceu uma única tresloucada interessada, Lucy Irvine, 24 anos. Essa moça já tinha trabalhado em muitas coisas e de nada gostara.

Oliver Reed e Amanda Donohoe interpretaram os papéis de Gerald e Lucy em Castaway (1986), uma das versões do cinema para a história de amor deles – Foto: ReproduçãoOliver Reed e Amanda Donohoe interpretaram os papéis de Gerald e Lucy em Castaway (1986), uma das versões do cinema para a história de amor deles – Foto: Reprodução

A vida lhe andava rastejante. Mas o espírito era inquieto e aventureiro. Ela procurou pelo jornalista e se acertou com ele. Sem nenhum romance na parada, lá se foram.

Destino: a pequenina ilha de Tuin, entre a Austrália e a Nova Guiné, ilha administrada pela Austrália. A primeira surpresa da dupla foi que a Austrália não admitia moradores solteiros em suas ilhas. Sem piscar, casaram.

E ao desembarcarem do barco que os levou até Tuin, primeiro gesto de Lucy foi ficar nua. Para que roupas numa ilha deserta, só ela e o companheiro…

Vou encurtar a história. Começaram a viver um delírio de dificuldades, não havia água potável, como pensaram, a caça ou a pesca era para especialistas, não era o caso deles.

Lucy conta, no livro que ela escreveu, “Castaway” (Náufragos), que vivia dias de loucura por um copo d’água. Vim até aqui, leitora, só para dizer que a “tresloucada” Lucy quando voltou à civilização e aos pequeninos confortos, passou a dar um valor enorme a um simples copo d’água.

Passou a viver o minimalismo, movimento que ganha espaço entre nós, de vivermos com bem menos do que imaginamos ser necessário.

Ninguém precisa de muito, o muito produz enfado e leva as pessoas a descobrir que lutar pelo muito é perder tempo e não viver a vida, a vida do “menos é melhor que mais”.

Claro, com cabeça arejada para entender a proposta. Lucy foi longe para aprender o que nos pisca diante dos olhos: menos é mais. Mais felicidade. E o casamento de fachada, é claro, terminou ao descerem do barco de retorno. Menos é mais.

Cuidado

Desses todos que recebem “auxílios” oficiais de todo tipo, menos de 2% merece. A estupenda maioria é formada por acomodados, preguiçosos.

Fiquei sabendo, por uma vendedora de Sex Shop, que muitos beneficiados com o Bolsa Família vão à loja “gastar”. Imagino que com outros “auxílios” também façam isso. “Auxílios para sex-shop”? Com esse tipo de gente safada só no laço mesmo.

Falta dizer

Tem cabimento um vagabundo de 17 anos, bandido da pesada, solto? Ou lambendo sorvete numa de fachada casa de Reabilitação Social? Enquanto isso, no Reino Unido a maioridade penal é aos 10 anos.

Na Índia é aos sete anos. Faz sentido, um cara depois dos cinco anos sabe de tudo o que faz. Mas aqui não, aqui assassinos cruéis andam em liberdade, são “menores”. Republiqueta de m…