Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.


A inveja faz bem, inveja boa produz boas safras

Só invejar, sem se mexer para viabilizar uma habilidade, um talento é coisa de frouxos, a grande maioria

Para preservar uma posição a pessoa não se pode violentar. Vejo isso muito frequentemente na televisão, caras que se acham, que têm títulos universitários imponentes, de repente, estão numa bancada com jovens mulheres ridículas, com os cabelos lá na cintura, sorrisos aparvalhados e conteúdos nulos…

Dia destes, liguei a tevê e lá estavam quatro desses personagens, três mulheres e um “graduadão”, pelo menos ele é apresentado assim. Discutiam a Inveja. Mas discutiam sob a ótica cínica do politicamente correto.

“Inveja é pecado? Alguns “crentes” dizem que é pecado capital” – Foto: Pixabay/ND“Inveja é pecado? Alguns “crentes” dizem que é pecado capital” – Foto: Pixabay/ND

E já lhe faço uma pergunta, leitora: a Inveja é pecado? Alguns “crentes” dizem que é pecado capital.

Capital? Que besteira é essa? A leitora acertou, a inveja pode ser e pode não ser “pecado”, depende de como se comporta o invejoso. Há quem sentindo inveja destrua o invejado, faça-lhe mal.

Mas há outros que partem da inveja, irmã gêmea da admiração, e passam a lutar para ter o mesmo talento ou habilidades da pessoa invejada. Essa inveja é da boa, produz boas safras.

Só invejar, sem se mexer para viabilizar uma habilidade, um talento é coisa de frouxos, a grande maioria. A inveja é sempre admiração, ninguém vai invejar um desvalido, um sem-nada.

A questão é admirações, fiquemos com admirações, deixemos a inveja de lado. Crianças precisam de exemplos, de exemplos admiráveis, de sorte que mais tarde elas tenham um bom horizonte diante dos olhos: as ações, os exemplos de mãe e pai.

Mas onde isso no mundo de hoje? Mães sonsas e pais bermudões, mas se achando os tais, os filhos deles vão crescer para o sucesso, sem os traumas da Educação Moral e Cívica, dizem.

Nas escolas, mais tarde, onde as crianças vão encontrar pessoas admiráveis, dignas de inveja? Os bons professores foram silenciados, não podem chamar aos freios aos sem-freios… Ai de quem o faça!

Aluno é filho de “cliente” e cliente manda… Na Política, nas Igrejas, nos shows de televisão, em todos os lugares, mediocridades e exibicionismos estultos.

Sumiram as admirações, a inveja não tem mais onde se encostar. Tempos horrorosos. Mas há quem diga que não, que não é assim… Esses são tipos que jamais poderão ser invejados, porque não causam qualquer admiração. Deu.

Trapaças

Todos os dias um alarde, “velhos”, famosos ou com muito dinheiro, sendo vacinados.

E os velhos pobres? Para esses não há vacinas, têm que esperar, e quando as tevês mostram um ou dois pobres sendo vacinados é para algum governo ou prefeitura fazer média, tapeação.

O povo não pode esperar mais, os prepotentes que não subestimem o povo, o zum-zum está cada vez mais forte… Abram o olho.

Falta Dizer

“Desavisados” moram em cidades magníficas, que muitos chamam de pequenas, e querem ir morar no caldeirão das grandes cidades. Grandes no lixo. Nos lixos humanos.

Não sabem que quanto maior a concentração populacional pior a vida das pessoas. E, estranho, nunca vão viver tão sós. Cidade “grande” dissimula os safados, as mentiras coletivas e é um salve-se quem puder. Quem for “gente” será grande em sua “cidadezinha”…