Catalepsia: filme brasileiro de realidade virtual concorre no Festival de Cannes

Dupla brasileira participa de votação que segue até terça-feira (8) para captar investimento da Suíça; saiba como votar

O filme brasileiro ‘Catalepsia’, idealizado e dirigido pela cineasta brasileira Priscila Guedes está concorrendo a uma vaga no Festival de Cannes, na França.

Filme precisa do apoio popular para ir à CanneFilme precisa do apoio popular para ir à Cannes – Foto: Divulgação/ND

Dentro das novas possibilidades de inovação que o festival proporciona, o projeto está inserido no Cannes XR, programa do Marché du Film, que busca tecnologias imersivas e conteúdos cinematográficos inovadores.

Para que a obra possa garantir um lugar num dos maiores festivais de cinema do mundo, o público tem até esta terça-feira (8) para votar e vê-lo concorrer ao prêmio.

Para registrar o voto, é preciso se cadastrar no lado direito da página oficial, preencher os dados e aguardar o e-mail de confirmação. Após isso, retorne ao site, insira uma foto sua e uma pequena descrição.

Por fim, vá a página “suporte”, digite “Cannes XR DevelopmentShowcase” na busca e vote. Cada pessoa tem direito a três votos. A votação tem apoio do governo Suíço.

Psicologia em pauta

Em parceria com o trabalho do neurocientista Fabiano de Abreu, o filme parte da elaboração de um projeto que ele já havia idealizado em artigo. A pesquisa já abordava questões psicológicas, baseado nas personalidades das pessoas.

Através de exemplos, ele explica como os filmes podem interferir nas questões cognitivas de cada pessoa.

“Por exemplo, se a pessoa está com a imunidade baixa porque esta lutando contra um câncer e você coloca um filme que é para ‘qualquer pessoa’ assistir, e que tenha, por exemplo, alguém em um milharal, sendo que o espectador com câncer não gosta de milho, não é confortável para ele”.

O neurocientista diz que a ideia é que o filme se relacione com a personalidade de quem assiste, como se ela ‘colocasse os óculos e liberasse neurotransmissores da felicidade’, melhorando o sistema imunológico.

Priscila Guedes e a catalepsia

A cineasta conta que a ideia de produzir ‘Catalepsia’ surgiu por conta de um episódio particular de estresse, quando trabalhava 16 horas por dia. Ao procurar uma psicóloga, soube que estava passando pelo processo de catalepsia, o que a impressionou muito.

O curta-metragem, baseado na batalha entre a consciência e a inconsciência, tem 15 minutos de duração. Ele concorre como ‘projeto em desenvolvimento”. Se vencer, a produção será apresentada à plateia, que reúne pessoas com o objetivo de destinar investimentos para projetos como o Catalepsia.

Com o início da carreira em 2005, Priscila já acumula seis prêmios, todos conquistados em 2021.

Cannes XR

É um setor criado especificamente para desenvolver o mercado de produção do cinema. Antes de um filme se transformar na produção que conhecemos através das telas digitais, ele passa por um extenso processo de produção, que requer um olhar cuidadoso e maiores investimentos.

o Cannes XR visa prestigiar estas produções, realizando encontros entre diretores, executivos, artistas, produtores, distribuidores e líderes de tecnologia. Ali, eles debatem a arte de contar histórias e alimentar, de alguma forma, o futuro do cinema.

+

Cultura