Confira a programação completa da 24ª Festilha – Festa das Tradições da Ilha

Tradicional evento de São Francisco do Sul, que segue até domingo (15) será aberto oficialmente a partir das 20h30 desta quinta-feira

Fabrício Porto

Nesta quarta-feira, movimento foi intenso para deixar tudo pronto

Os preparativos para mais uma edição da Festilha (Festa das Tradições da Ilha) mudaram a rotina no Centro Histórico. Nesta quarta-feira (11), era intenso o movimento de operários descarregando equipamentos, montando os quiosques, palcos dos três pavilhões da festa, que começa hoje à noite e segue até domingo (15). O trânsito na rua Babitonga, entre o aterro da Babitonga e a praça da Bandeira, foi interrompido. A via estava liberada apenas para trânsito local.
A movimentação também foi grande no Terminal Marítimo de Passageiro, onde ficará o espaço cultural. A equipe da Fundação Cultural organizava os estandes para receber os artesãos. Serão 70 artesãos, engenho de farinha e de cachaça, contação de histórias e apresentações folclóricas.
O engenho de farinha será uma das principais atrações do espaço cultural. Seu Zico, ou melhor, Milton Ferreira da Silva, 55, é o dono do engenho. Ele mora em Biguaçu, mas faz questão de participar todos os anos da Festilha. Durante a festa, ele mostra como eram preparados a farinha, o cuscuz e o biju. A intenção de seu Zico é mostrar às novas gerações a arte dos engenhos. “Essa é uma tradição que está se acabando. Acredito que vai ter um fim. Daqui a pouco só teremos registro em fotografia ou documentário. O pessoal mais novo não tem ideia de como funciona um engenho”, afirma seu Zico.
O objetivo da Festilha, que neste ano chega à sua 24a edição, é exatamente o resgate dessas tradições, que fazem parte da identidade de São Francisco do Sul. “Queremos provocar uma fala sobre a cultura açoriana, por isso trouxemos o engenho de farinha, o alambique de cachaça, os tecelões”, ressaltou o diretor-geral da Fundação Cultural, Aldair Nascimento Carvalho, o Daia. 
Ele destaca que a festa não é apenas sobre a cultura açoriana, mas um evento que mexe com a identidade da cidade. “O açoriano não é a única cultura presente. Temos as influências do negro, do índio, dos portugueses, dos descendentes de alemães, libaneses e árabes. A nossa intenção é recuperar essa identidade e preservar todas as culturas do povo francisquense”, afirmou Daia.

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