Cacau Menezes

cacau.menezes@ndtv.com.br Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Conservadora ou Progressista. Seria o fim dos tempos?

Mulher brasileira para nunca ser esquecida

Cecília Meirelles – Foto: ArquivoCecília Meirelles – Foto: Arquivo

O próximo dia 7 de Novembro marcará seu 120° aniversário. Nascida carioca, não conheceu seu pai e três irmãos, todos já falecidos.  Carlos Alberto, funcionário do Banco do Brasil, morreu três meses antes do seu nascimento. Sua mãe, professora primária, morreria antes dela completar três anos. Foi criada pela avó açoriana, estudou em escola pública, sendo aplicada aluna de Olavo Bilac. Teve uma infância e adolescência de perdas, porém, nunca “se fez de vítima”, completando o “Normal” tornando-se professora aos 17 anos. Lançou seu primeiro livro de poesias aos 18. A partir de 1922, a jovem seria brutalmente atacada e perseguida pelos paulistanos modernistas da Semana de Arte Moderna por não ser politicamente correta e ativista. Oswald de Andrade e Mario de Andrade chegaram a chamá-la de feia. Por ser pura, não aderiu às tendências, era uma humanista incompreendida. Aos 34 anos, ficou viúva com três filhas a tiracolo. Em vez de se entregar ao coitadismo, arregaçou as mangas do jaleco para criar a primeira Biblioteca Pública para crianças. Esta personagem que não foi condecorada com a imortalidade é a Cecília Meireles, nascida com dois “eles”, adotando depois um só por sugestão de uma amiga vidente.Enquanto isso, na semana passada, uma jovem cantora do Rio de Janeiro,  recusou convite para se apresentar numa cerimônia de entrega do Prêmio Multishow por sentir-se excluída, vítima de injustiça por não ter sido escolhida a “Cantora do Ano”, logo ela uma representante das minorias, uma cantora negra, bissexual, funkeira e periférica. Pobre Ludmilla, nasceu com 1 “ele”, acrescentou outro para tornar-se mais chique e comercial. A moça apresenta todos os predicados para ser indicada à imortalidade, juntando-se a Merval Pereira, Fernando Henrique Cardoso, Sarney, Roberto Marinho, Paulo Coelho e Cacá Diegues, basta militar para aderir à “causa”. Sinal ou Fim dos Tempos?

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