Festival da Tainha: Grupo ND é homenageado por promover gastronomia e cultura em Florianópolis

Evento encerra neste domingo e teve como objetivo enaltecer o prato típico, o Mercado Público e as manifestações culturais da Capital de SC

O penúltimo dia do Festival da Tainha sediou uma homenagem para aqueles que promovem a gastronomia e a cultura manezinha. Dentre eles o Grupo ND, parceiro do evento, que foi saudado nesta sexta-feira (1º)  devido as suas contribuições. A cerimônia foi realizada no vão do Mercado Público, no Centro de Florianópolis.

Diretor regional de Florianópolis do Grupo ND, Roberto Bertolin (C), recebeu a homenagem – Foto: Leo Munhoz/NDDiretor regional de Florianópolis do Grupo ND, Roberto Bertolin (C), recebeu a homenagem – Foto: Leo Munhoz/ND

O troféu em formato de tainha, produzido pelos artistas plásticos Osmarina e Paulo Villalva, foi recebido pelo diretor regional de Florianópolis, Roberto Bertolin, que representou a empresa. O prêmio foi entregue por Sérgio Luiz Ferreira, presidente da Casa dos Açores de Santa Catarina, uma das realizadoras do Festival da Tainha.

Além de exaltar o patrimônio gastronômico da Capital que dá nome ao evento, o Festival da Tainha trouxe durante todo o mês de junho uma programação especial que enaltece a cultura manezinha, como boi de mamão, a música, oficinas, entre outros.

No discurso de entrega do prêmio, a administradora do Mercado Público e diretora de Marketing da Secretaria de Turismo de Florianópolis, Roseli Pereira, destacou a importância do projeto “Viva Açores, conhecer é viver!”, iniciativa do Grupo ND que conta a história dos 275 anos do início do povoamento açoriano em Santa Catarina.

“Nós, como grupo de comunicação, temos o dever  de valorizar esse tipo de inciativa [o Festival da Tainha]. O Mercado ganha, o turista ganha, Florianópolis ganha. Torna a cidade mais acolhedora e valoriza sua vocação ao turismo”, destacou Bertolin.

Os donos de restaurantes do Mercado Público, entre outros atores que contribuíram para o sucesso do evento, receberam o prêmio.

Varal de tainha é uma das atrações da cultura açoriana – Foto: Leo Munhoz/NDVaral de tainha é uma das atrações da cultura açoriana – Foto: Leo Munhoz/ND

Festival duplicou clientela

O evento começou no último dia 8 e foi bem recebido pelos donos de restaurante do Mercado Público. Lígia Ramos, proprietária do restaurante Quintal Açoriano, viu a clientela duplicar nas noites de sábado, dia da semana que teve o maior movimento durante a festividade.

Em tempos normais, os comércios recebem cerca de 150 clientes aos sábados, durante o festival esse número oscilou entre 250 e 300. “Esse festival foi maior que a primeira edição, que fizemos antes da pandemia. Superou a expectativa de todos os 15 restaurante do Mercado Público”, conta Ramos.

Para este ano, o estabelecimento de Lígia trouxe uma receita antiga dos manezinhos: a tainha escalada. Nele o peixe fica dessalgando por cerca de dois dias (procedimento parecido ao realizado com a carne seca) antes de ir ao prato. Mas se na tradição a tainha ficava em varais, no Quintal Açoriano o peixe “descansa” em caixas improvisadas.

Casal experimente tainha pela primeira vez

Jorge Reis e Renata Coutinho estão entre aqueles que experimentaram a tainha pela primeira vez durante este festival. Reis e Coutinho são do Rio de Janeira e chegaram a Florianópolis na última quarta-feira (29). “Ela [Renata] veio para trabalhar, eu vim para descansar”, contou Reis.

Jorge Reis e Renata Coutinho experimentaram a tainha pela primeira vez – Foto: Leo Munhoz/NDJorge Reis e Renata Coutinho experimentaram a tainha pela primeira vez – Foto: Leo Munhoz/ND

A esposa, que atua como técnica de informação, veio para a ilha e Santa Catarina inaugurar uma sala de inovação na Acate (Associação Catarinense de Tecnologia). O companheiro, cirurgião dentista, está fazendo companhia.

Por meio da internet os dois ficaram sabendo do festival. O que saltou aos olhos, e motivou a visita ao Mercado Público nesta sexta-feira (1º), foi justamente a tainha. “A cara está maravilhosa”, disse Renata, que conversou com o ND+ minutos antes de saborear a comida. A tainha foi servida frita, acompanhado por pirão, batata-frita e arroz.

Superar as baixas da pandemia

“A iniciativa, coordenada pela Roseli Pereira, quer valorizar o que é o principal prato da nossa gastronomia. O festival trouxe milhares de pessoas ao mercado. Ano que vem o festival será ainda maior. Esperamos que as tainhas voltem e que nosso tainhometro (sic) possa explodir”, brincou o prefeito Topázio Neto (PSD), também homenageado.

A principal missão do festival, que encerra neste domingo (3), é valorizar o Mercado Público e a tainha após dois anos de baixa por conta da pandemia de Covid-19, avalia Osvaldo Martins Filho, presidente da Associação do Mercado Público.

Neste domingo (3), a banda Dazaranha se apresenta às 15h, no vão central do Mercado Público. “O resultado do festival  foi bom e o encerramento fechará com chave de ouro”, promete Martins Filho, convidando a população a comparecer neste fim de semana.

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