Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Jerusalem: a Via Crucis revivida até hoje

Via Dolorosa é considerado o lugar mais sagrado da Terra Santa

Conhecida mundialmente há séculos como “Cidada Santa”, “Cidade dos Profetas”e “Cidade da Paz”, Jerusalém é a única no mundo considerada sagrada por judeus, cristãos e muçulmanos.

Foi ali que Jesus Cristo viveu os últimos dias, desde a chegada triunfal celebrada no Domingo de Ramos até a morte e ressurreição.

Colina do Calvário – Foto: Moacir PereiraColina do Calvário – Foto: Moacir Pereira

É conhecida e preservada pelos judeus como a cidade de David, do patriarca Abrahão e do Templo de Salomão.

E defendida pelos muçulmanos por suas mais caras tradições. Ali encontram um dos fundamentos do islamismo, o local onde o profeta Maomé teria ascendido ao céu.  Uma maravilhosa mesquita –  Domo da Rocha –  ao lado do Muro das Lamentações, com sua esplêndida cúpula dourada, destaca-se no cenário milenar.

No calendário dos cristãos é na Semana Santa que se realizam as principais celebrações, com milhares de peregrinos participando da Via Dolorosa. A Via Crucis é o mesmo caminho percorrido por Cristo, desde a condenação até a Ressureição, revelada pela imponência arquitetônica, artística e religiosa do Santo Sepulcro.

Capela da Virgem Maria – Foto: Moacir PereiraCapela da Virgem Maria – Foto: Moacir Pereira

Em março de 2019, acompanhei um grupo aqui de Florianópolis e região, liderado pelo agente Guido Becker, visitando Israel, roteiro que começou pela Cidade Santa.  Em todo a viagem ficou a constatação de que em Jerusalém e nas cidades israelenses percorridas, tudo é história com mais de 2.000 anos.  As fotos foram tiradas durante a visita.

O circuito do Calvário fica integralmente dentro dos muros da cidade antiga de Jerusalém, dividido em duas partes.  Começa no bairro muçulmano e avança no bairro cristão.  Repete-se em solene procissão todas as sextas-feiras.  Grupos de fiéis, vindos de várias partes do mundo, incorporam-se ao ato religioso, criando um clima de emoção pelas orações coletivas e, sobretudo, pelas músicas dos  corais improvisados.

Via Dolorosa: a Cruz dos Franciscanos – Foto: Moacir PereiraVia Dolorosa: a Cruz dos Franciscanos – Foto: Moacir Pereira

A tradição dos peregrinos seguirem os mesmos passos de Jesus Cristo data do período bizantino, entre os séculos IV e VII. As procissões dos crentes começam na sala sagrada onde registrou-se a Última Ceia até atingir o Gólgota. A rota atual foi iniciada pelas Cruzadas no século XIII.

A Via Dolorosa é integrada de 14 estações, lembrando os fatos mais relevantes do sofrimento de Cristo até a crucificação, local preservado no Santo Sepulcro, onde se concentram cinco estações.  Ao longo do trajeto foram construídos templos e placas esculpidas nas paredes, com indicações em algarismos romanos.

É comum, durante todo o ano, o registro de grupos de turistas, orientados por guias profissionais orientando todo o trajeto.  Ou de peregrinos, rezando e cantando ao longo do percurso.

O caminho está ocupado por centenas de lojas com produtos religiosos, artesanato regional e arte árabe; de bares, restaurantes, residências e escritórios de profissionais,  uma intensa área comercial.

– Foto: Moacir Pereira– Foto: Moacir Pereira

O Santo Sepulcro é o mais visitado.  Concentra centenas, as vezes milhares de peregrinos ou turistas, em extensas filas no interior, muitas vezes chegando a área externa.

Roteiro maravilhoso

Visita sonhada há mais de 25 anos: roteiro maravilhoso, história em cada espaço visitado. A fundo a Cidade Santa e a Domo da Rocha.

As Estações

A Via Dolorosa está reproduzida em todas as igrejas católicas e em outras ramificações do cristianismo.  No interior, normalmente nas paredes laterais, imagens em escultura, telas pintadas ou obras de arte identificam as 14 estações. São elas:

1ª Estação:  Jesus é condenado a morte no Pretório

2ª. Estação:  Jesus carregando a cruz

3ª. Estação:  Jesus cai pela primeira vez

4ª. Estação: Jesus encontra sua mãe Maria

5ª. Estação: Simão Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz

6ª.Estação: Verônica limpa o rosto de Jesus

7ª. Estação: Jesus cai pela segunda vez.

8ª. Estação: Jesus consola as mulheres de Jerusalém

9ª. Estação: Jesus cai pela terceira vez

10ª. Estação: Jesus é despojado de suas vestes

11ª. Estação: Jesus é pregado na cruz

12ª. Estação: Jesus é crucificado(Capela Ortodoxa Grega)

13ª. Estação: Corpo é removido da cruz

14ª. Estação: Jesus é colocado no túmulo de José(Capela do Anjo)

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