Livro com nove roteiros sobre diversidade é lançado em Florianópolis

"Dos filmes que ainda não fizemos" está disponível gratuitamente na internet; conheça os autores e histórias dos roteiros

Uma coletânea de roteiros de filmes, escritos por pessoas LGBTQIA+ de Santa Catarina está sendo lançado na noite desta quarta-feira (24), no Madalena Bar, no Centro de Florianópolis. Organizada por Rober Corrêa e Mariana Somariva, da ONG Estrela Guia, a coletânea apresenta produções de nove autores.

Os roteiros publicados foram escritos após oficina oferecidas para LGBTQIA+ de Santa Catarina – Foto: Divulgação/ONG Estrela Guia/ NDOs roteiros publicados foram escritos após oficina oferecidas para LGBTQIA+ de Santa Catarina – Foto: Divulgação/ONG Estrela Guia/ ND

O livro “Dos filmes que ainda não fizemos LGBTQIA+ Santa Catarina” foi desenvolvido a partir de oficinas sobre escrita de roteiro e editoração, oferecidas gratuitamente aos autores. A obra pode ser lida online.

Os autores são: Azânia Nogueira, Diana Dias, Gabriel Maschio, Mariana Koettker, Michelle de Oliveira, Rafael Campagnaro, Pedro Maçalê, Sílvia da Silva e Willian Binsfeld. A ONG catarinense Estrela Guia conta com o apoio do Fundo Nivea e da All Out na execução do projeto.

Dos filmes que ainda não fizemos

Rober Corrêa é voluntário na Estrela Guia e oficineiro de escrita. Ele explica que o projeto é importante para quebrar padrões narrativos que tornam a população LGBTQIA+ invisível e conta os motivos de juntar, no mesmo curso, audiovisual e diagramação.

“A grande maioria dos roteiros escritos nunca são rodados, filmados, não viram filmes. Ficam dentro de gavetas, perdidos no tempo. Então, a gente não tem acesso à grande maioria dos roteiros já escritos”, explica.

Rober diz que considerando essa realidade, uma corrente tem se formado para pensar o roteiro enquanto gênero literário. A oficina também trabalha neste sentido, com o papel enquanto suporte para a divulgação desses trabalhos.

O livro e seus roteiros

No capítulo “O reencontro”, está o roteiro escrito por Azânia Nogueira, com a história do retorno de Toni para casa, quando percebe que as coisas não estão como antes. “Sementes do Amanhã” foi escrito por Diana Dias e tem um tom futurista, onde imagina que nos cemitérios do futuro, lugar onde se desenrola a história, cada árvore é um caixão.

Escrito por Gabriel Maschio, “Ondina” narra a história de Manuel, um pescador que encontra um ser mítico e resolve assumir uma nova identidade. Michelle de Oliveira conta sobre duas desconhecidas que pegam um ônibus com destino comum em “Semelhanças”.

Em “Enquanto você dormia”, de Mariana Koettker, duas estudantes se encontram no imaginário e, enquanto uma delas está hospitalizada, a outra visita lugares que a primeira costumava frequentar.

Pedro Maçalê conta a rotina de um homem negro e trans em “Rádio Griot Volume 1: Rádio Encruzilhada”. A jornada de um adolescente que precisa enfrentar traumas de infância e falar com a sua mãe é o enredo de “Eu tive um sonho ruim e acordei gritando”, de Rafael Campagnaro.

Sílvia da Silva escreveu “Antônia”, sobre uma menina que precisou viver com a bisavó enquanto sua mãe foi para longe, trabalhar no garimpo. “Recursos humanos” é um roteiro de terror em três atos, escrito por Willian Binsfeld.

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