Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.


Lixos nas gavetas: Limpar as gavetas da mente e das sujeiras guardadas

Mas não, os humanos limpam roupeiros e gavetas e não mexem nos lixos do modo de pensar, crer, agir e reagir

O ser humano ao nascer é como um bilhete de loteria. Mais das vezes vai dar branco, investimento perdido, mesmo assim, a maioria insiste, bem como costumam fazer nas apostas lotéricas propriamente ditas.

Alguns desses bilhetes da loteria humana serão premiados, claro, as exceções. O ser humano nasceu para não prestar. Não fossem os que acreditam na “sorte”, já não haveria vida humana sobre a Terra há milênios.

Dou voltas, vamos ao que me traz até você, leitora. Aliás, de uma feita, um sujeito me perguntou, quando eu estava em outras páginas, por que eu dizia leitora e não leitor. Talvez por birra.

gavetas; mente; lixoO que devíamos fazer, isso sim, era uma desintoxicação mental – Foto: Freepik

É que uma vez, numa redação, me disseram que quando se diz “leitor” se está falando de homens e mulheres. Como assim? E por que existe então o substantivo feminino leitora? É como aquela lorota de que deus criou o “homem” à sua imagem e semelhança. Então, deus tem sexo?

Francamente! Mas vamos lá, o assunto é outro, leitora. Semana passada, logo após o Carnaval, que graças à vida não se realizou, li uma reportagem sob o título: – “Aproveite o fim do Carnaval para fazer um detox de verdade”.

Primeiro, uma estupidez, “detox” é palavra usada pelos americanos, nós temos o nosso substantivo – desintoxicação. Fico com ele. A proposta da reportagem era de fazermos uma limpeza por dentro, não deixar sobras das imundícias que foram comidas durante o Carnaval. Baita besteira.

Essas imundícias saem “naturalmente” do corpo, o que devíamos fazer, isso sim, era uma desintoxicação mental. Limpar as gavetas da mente das sujeiras guardadas, trabalho para muito tempo. O que mais há nas nossas gavetas mentais é sujeira pesada, daquelas que produzem fúrias e doenças de todo tipo.

Mas não, os humanos limpam roupeiros e gavetas e não mexem nos lixos do modo de pensar, crer, agir e reagir. Dessa limpeza do “andar de cima” ninguém está dispensado, mas nos achamos sempre com razão, bah, se alguém tem razão somos nós, a leitora, o leitor, eu, a mãe Joana e a torcida do Barcelona… Impossível ser feliz com as gavetas da cabeça cheias de lixo. Não é mesmo, depressões?

Surpresa

Vou falar baixinho para as “crianças” não ouvir… – Papai, mamãe, quando sua filha ou seu filho fizer 15 anos dê a ela ou a ele um presente inesquecível: uma assinatura de jornal.

No primeiro momento, ficarão surpresos, depois sairão contando da “excentricidade” dos pais para os amigos. Vão provocar risos? É possível, mas silenciosamente serão invejados. Jovem que lê jornal sabe mais, e tem mais o que conversar com amigos e mais chegados… Surpresa para mudar a vida.

Falta Dizer

A saída mais rápida da pandemia? Tolerância Zero com os fora da curva da responsabilidade e do respeito.

Certeza, em poucas horas teríamos outra sociedade, mas insisto, com tolerância zero para os vagabundos que pintam e bordam com suas “liberdades”, desrespeitando aos decentes com suas condutas pútridas. A começar pelas classes “mais altas”, os que se acham alguma coisa. Tolerância Zero. Será um renascer sem pandemia. Quem sabe…