Luiz Carlos Prates: Existem demônios?

Demônios de dentro de nós são inúmeros: preguiça, inveja, ódio, desonestidade de todo tipo uma infinidade. E em sentido contrário a mesma coisa

O demônio, como o descrevem todos os livros ditos religiosos, é um sujeito bem capeta, disfarçado de gente boa. O demônio nunca se apresenta de cara limpa.

Preguiça é um dos “demônios” dentro de nós – Foto: PixabayPreguiça é um dos “demônios” dentro de nós – Foto: Pixabay

E falo dos demônios das literaturas, os demônios inventados pelo ser humano, e os demônios humanos, os que inspiraram espertalhões a usar dessa figura sinistra para assustar os ingênuos. Um dia me perguntaram se eu acreditava em demônio? Claro que sim, respondi, ele vive dentro de mim…

Aliás, os demônios estão dentro de todos nós, o diacho é não desconfiar… Demônio é sinônimo do que não presta, foram muito inteligentes os humanos milenares que inventaram essa figura. Os demônios de dentro de nós são inúmeros: preguiça, inveja, ódio, desonestidade de todo tipo, procrastinação, desânimos, bah, uma infinidade. E em sentido contrário a mesma coisa.

Pessoas que por perto de nós, na infância especialmente, não nos educaram como deviam ou nos passaram seus exemplos demoníacos de viver. Demônio é tudo o que não presta dentro de nós. E para afastar esse ou esses demônios não adianta uma réstia de alho, como muitos abobados crentes fazem para espantar vampiros.

Demônios humanos ou se os controla pela aplicação de uma lei incondicional e severa ou os domamos pelas saudáveis reações. Vivo atrasado? Vou acertar o relógio comigo. Sou frouxo no trabalho? Vou chutar o pau da barraca, me entusiasmar e me qualificar para o mais e mais no meu trabalho… Acho que sou feio? Vou me tornar bonito por minhas ações e educação.

Sou pobre por ser indolente, preguiçoso, a viver arrumando desculpas para o meu “destino” pobre? Vou reagir com fúria, a boa fúria do bom trabalho, do trabalho que feito por paixão não cansa, não estressa e enriquece. Enriquece, antes de tudo, a consciência.

Somos todos, leitora, tomados, dominados por muitos demônios, nem o Papa escapa. Mas temos o poder o “crucifixo” da decência e dos vigores do bom trabalho para exorcizar esse capeta que tem cama fofa dentro de nós. De todos nós. Não há “santo” por aí, não nos enganemos.

Aquela senhora ou senhor aparentemente beatificados, bah, por dentro ardem de demônios. Sabendo disso, “crucifixo” nos capetas, aplicação de uma lei dos infernos neles, vão ver o que é bom. Ou saiamos de perto dos capetas alheios.

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