Loucura ou verdade

Mas e se forem realidades? Bom, aí eu escreverei para o Kenneth dizendo a ele que “finalmente” fui convencido. Será? Ou terei enlouquecido?

Não sei para onde vou, ando procurando rumo. E a leitora me pode perguntar procurando o quê? Pois é, não tenho “ainda” a resposta. Procuro por todos os lados, já disse aqui que estudei por muitos anos religiões comparadas. Tudo pelo desespero de buscar certezas onde até hoje nunca houve um escasso centímetro de certeza.

E agora, José? Fantasia? Verdade? Sei que se tu podes crer, tudo é possível ao que crê… – Foto: Nik Shuliahin/UnsplashE agora, José? Fantasia? Verdade? Sei que se tu podes crer, tudo é possível ao que crê… – Foto: Nik Shuliahin/Unsplash

Passei toda a minha vida de estudante em bancos maristas, desde o primeiro ano do “fundamental” até o último ano de psicologia na PUC, católica.

Nunca aceitei o que me era ensinado, ensinado a temer. Temer sem certeza de nada é estultícia, sempre pensei. Meti o bico em todas as religiões conhecidas. Todas iguais, nenhuma diferença. Ou você crê de olhos fechados ou a conta não fecha. De olhos fechados não acredito nem no sol…

Dou estas voltas, leitora, para dizer que acabei de descobrir um sujeito interessante para ler, Kenneth Pargament, psicólogo e professor da Universidade de Bowling Green, EUA. Ele é especialista em religiões e espiritualidade e conta de uma vivência que não se me afigurou nova, já ouvi várias histórias dessas.

Kenneth conta que ia regularmente a um hospital da cidade dele dar assistência aos pacientes, levar mensagens positivas, esperanças, essas coisas. E conta que de uma feita conheceu uma paciente que perdera os pais e não tinha mais família. Estava desanimada e sem forças no hospital. Toda vez que Kenneth, o psicólogo, a visitava ela estava num desânimo danado, ele temia pela vida dela… Passados alguns dias, Kenneth voltou a visitá-la.

A paciente estava quase recebendo alta, estava corada, alegre, feliz mesmo… Ué, o que houve?, perguntou o psicólogo. A paciente contou. Dia destes, disse ela, sonhei com meus pais e ao acordar eles estavam ao meu lado, me dando forças e dizendo que sempre estiveram comigo. Que eu ficasse em paz.

Foi isso o que aconteceu, contou a paciente. E agora, José? Fantasia? Verdade? Sei que se tu podes crer, tudo é possível ao que crê… Mesmo assim, o que vejo e ouço bem que podem ser “criações” da minha mente, alucinações, e não realidades. Mas e se forem realidades? Bom, aí eu escreverei para o Kenneth dizendo a ele que “finalmente” fui convencido. Será? Ou terei enlouquecido?

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