Marcos Cardoso

marcos.cardoso@ndmais.com.br A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.


Memorial do papa João Paulo 2° não saiu do papel após 29 anos da visita a Florianópolis

Foto: Reprodução/O Município/NDFoto: Reprodução/O Município/ND

Passou mais um mês de outubro, e não há como não lembrar da visita do papa João Paulo 2° a Florianópolis, em 1991.

Naquele chuvoso dia 18, o sumo pontífice celebrou missa, beatificou Madre Paulina, abençoou milhares de fiéis e se foi.

Ficaram na lembrança as emoções, a cruz e o altar montados para a ocasião, nas imediações da passarela Nego Quirido.

Devido às obras do acesso ao túnel Antonieta de Barros, tempos depois, foi tudo demolido.

Não restou ali um indício sequer da passagem do primeiro chefe da Igreja Católica que pisou no Brasil (1980) e uma das personalidades mais influentes do século 20.

Um projeto do então vereador Francisco Rzatki, aprovado na Câmara Municipal, em 1998, definiu a construção de um memorial em espaço de uso público no local.

No círculo vermelho, o local onde seria erguido o memorial em homenagem ao papa João Paulo 2°, conforme projeto aprovado na Câmara Municipal, em 1998 – Foto: Câmara Municipal de Florianópolis/Divulgação/NDNo círculo vermelho, o local onde seria erguido o memorial em homenagem ao papa João Paulo 2°, conforme projeto aprovado na Câmara Municipal, em 1998 – Foto: Câmara Municipal de Florianópolis/Divulgação/ND

Na tal praça de 6.000 metros quadrados, haveria um monumento de 27 metros de altura, revestido de mosaico pelo artista plástico Antônio Rozicki.

A pedra fundamental da obra chegou a ser lançada em 17 de maio de 2006, dia em que João Paulo 2° faria 86 anos, com a presença do arcebispo de Florianópolis, do prefeito, de membros da Sociedade Polonesa Catarinense e outras autoridades, que chegaram a entoar o “Parabéns a Você”.

Porém, a inauguração prevista para dezembro daquele mesmo ano não ocorreu e o memorial, até hoje, ninguém sabe, ninguém viu.

Somente em 2014, quando se tornou santo, nove anos após à sua morte, veio uma homenagem: o Largo da Catedral Metropolitana passou a se chamar oficialmente Largo São João Paulo 2°.

2020, além de marcar os 40 anos do primeiro papa em solo brasileiro, celebrou o centenário do polonês Karol Wojtyła, o papa “pop”.

Quem sabe até 2021, quando se completarem as três décadas da visita à Capital, o santo padre será homenageado conforme os homens públicos disseram ao usarem o seu nome para ganharem espaço na imprensa.

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