Mudar para acreditar

Canasvieiras não precisa de edifícios gigantescos e nem de amplas avenidas para se transformar em um balneário mais atrativo

Canasvieiras não precisa de edifícios gigantescos e nem de amplas avenidas para se transformar em um balneário mais atrativo. Já Balneário Camboriú deixou de ser sazonal para se tornar uma cidade de investimento imobiliário, onde a inovação requer o rótulo tecnológico.

Mas a cidade continua sendo o balneário mais atrativo justamente porque soube estruturar-se com um projeto turístico eficiente. Imagine Canasvieiras com prédios de 50 andares. Não, inadmissível e, por sorte, impeditivo por lei. Mas do que precisa esse balneário para fugir à estagnação e abraçar o desafio de crescer com a bandeira de qualidade de vida?

Praia de Canasvieiras, em Florianópolis – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVPraia de Canasvieiras, em Florianópolis – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV

Bem, já esteve mais difícil. Além de sediar um dos mais expressivos parques tecnológicos do Brasil, o Sapiens Parque, Canasvieiras é um reduto de terrenos valiosos nas mãos da Comcap e Casan. Ora, só lhe falta um planejamento arrojado capaz de potencializar a região com os recursos ignorados pelo poder público.

E o Sapiens Parque, por sua competência, pode planejar um novo balneário humanizado, com a necessária e viável harmonia entre o negócio e a convivência humana. Para isso, é essencial fomentar uma consciência de valor, enxergando-se o potencial da região.

A prefeitura precisa conscientizar-sede que o Norte da Ilha não pode mais se desenvolver aleatoriamente, sem perspectivas de atingir um objetivo de qualidade. E há um cenário muito propício para a mudança, desde que a prefeitura assuma o comando das transformações, em parceria com o Sapiens Parque, que pode, sem dúvida, dar a largada por conta própria.

Terminou a temporada de verão, e Floripa aguarda dezembro, sem pensar no que precisa ser mudado.Será mais um ano de imobilismo, apostando-se em São Pedro e na sorte, para que 2023 proporcione uma temporada recheada de visitantes. Pode?

Enquanto isso na Cachoeira do Bom Jesus

– Lelo, tu acha que veio muito turista este ano pra cá?

– Todo ano a gente se pergunta sobre isso, Venanço. É balela. É a mesma coisa que tu produzir o mesmo pão amargo e chorar porque não tem comprador.

– Êta, Lelo, tás bom, hein? É isso mesmo, rapaz. Floripa acha que o turista quer vir aqui só pra comprar. E deu! Aí fica difícil. É uma cidade que se acostumou a viver de migalha.

– A migalha pros político cabalar votos e chorar na miudeza, Venanço. Podes crer.

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