Obra manuscrita do ano de 1803 mostra pinturas de árvores e frutas encontradas em Desterro

A catalogação das plantas foi feita pelo militar Antônio José de Freitas Noronha, capitão do Regimento de Infantaria de Linha da Ilha de Santa Catarina, que viveu de 1744 a 1814

Uma obra manuscrita do ano de 1803 mostra 38 pinturas em aquarela de árvores e frutas silvestres encontradas na então Vila de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis.

A catalogação das plantas foi feita pelo militar Antônio José de Freitas Noronha, capitão do Regimento de Infantaria de Linha da Ilha de Santa Catarina, que viveu de 1744 a 1814.

Desenho feito à mão, por Antônio José de Freitas Noronha, em 1803 – Foto: Fortalezas.org/Divulgação/NDDesenho feito à mão, por Antônio José de Freitas Noronha, em 1803 – Foto: Fortalezas.org/Divulgação/ND

De acordo com o livro História Natural da Ilha de Santa Catarina, dos pesquisadores Marli Cristina Scomazzon, Jeff Franco e Daniel de Barcellos Falkenberg, Noronha veio da Ilha da Madeira para a Vila de Nossa Senhora do Desterro quando tinha sete anos, em 1751.

Em 1803, o então governador da Capitania de Santa Catarina, Joaquim Xavier Curado, entregou ao militar a tarefa de catalogar as plantas da vila. Por esse trabalho, seu nome passou à história e batiza hoje o Parque Jardim Botânico de Florianópolis, localizado no bairro Itacorubi.

O catálogo traz, além das 38 pinturas em aquarela, informações sobre as plantas catalogadas, como nome popular e descrição. Algumas delas são bem conhecidas, como amora e araçá.

Outras espécies desenhadas no volume estão extintas, embora estejam preservadas em traços precisos e detalhados no manuscrito de Noronha.

Catalogação das plantas foi feita pelo militar Antônio José de Freitas Noronha, capitão do Regimento de Infantaria de Linha da Ilha de Santa Catarina, que viveu de 1744 a 1814 – Foto: Fortalezas.org/Divulgação/NDCatalogação das plantas foi feita pelo militar Antônio José de Freitas Noronha, capitão do Regimento de Infantaria de Linha da Ilha de Santa Catarina, que viveu de 1744 a 1814 – Foto: Fortalezas.org/Divulgação/ND

Como acessar as imagens

Todas as imagens estão disponíveis gratuitamente no Banco de Dados Internacional sobre Fortificações – Plataforma fortalezas.org.

A ferramenta é mantida pela CFISC (Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina) da Secretaria de Cultura e Artes (SeCArte) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

O original do manuscrito pertence à Biblioteca Nacional de Lisboa e a versão digitalizada das aquarelas está disponível aqui.

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