Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Papa João Paulo II: os 30 anos da visita a SC

Pontifice celebrou a missa de beatificação de Madre Paulina

O 18 de outubro está incorporado no calendário oficial como uma das mais importantes datas da história recente de Santa Catarina.  No aterro da Baia Sul, o Papa João Paulo II presidia a solenidade de beatificação de Amabile Lúcia Visintainer, que a partir daquele momento virou Madre Paulina, etapa fundamental para sua canonização.

Governador Vilson Klenubing, o Papa João Paulo II e o prefeito Bulcão Vianna, todos falecidos – Foto: ArquivoGovernador Vilson Klenubing, o Papa João Paulo II e o prefeito Bulcão Vianna, todos falecidos – Foto: Arquivo

Histórica, porque foi a primeira e única vez que um Papa visitou Florianópolis.  Histórica, porque sua canonização pelo mesmo João Paulo II no dia 19 de maio de 2002, em cerimônia na Praça de São Pedro, no Vaticano, teve repercussão em todo o Brasil e na Itália. Histórica, porque Paulina foi a primeira santa brasileira. Histórica, porque o ato consolidou no Brasil e no exterior o exemplar trabalho educacional e assistencial realizado pela Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.   Histórica, pois a canonização deu forte motivação à direção da Congregação para enfrenta a difícil batalha pela construção do magnífico Santuário de Vigolo, em Nova Trento, hoje um dos principais monumentos católicos que mais atrai turistas nacionais e estrangeiros a Santa Catarina.

A visita papal foi um sucesso, como registrei em meu livro “O Profeta da Esperança”, lançado em 1992.  A organização teve o apoio do governador Vilson Kleinubing e na presidência da comissão o vice Antônio Carlos Konder Reis. Este, por sua incontestável liderança, uniu todas as autoridades, os poderes e as principais instituições.  Trabalharam para receber João Paulo II  1 arcebispo, 7 bispos, 628 sacerdotes, 87 diáconos, 198 seminaristas e 1.912 religiosos, todos incorporados nas providências dos inúmeros eventos com a presença do Pontífice.

O Papa permaneceu 22 horas em Santa Catarina, recebendo a maior cobertura jornalística da história do Estado, com transmissões diretas durante toda a extensa e diversificada programação.

Decorridos exatos 30 anos, apenas uma grande frustração. Não há um único registro no aterro da Baia Sul sobre a visita e a solenidade de beatificação. Nem mesmo a grande Cruz, marco principal. Apenas a Policia Militar preservou a data histórica para a memória catarinense.

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