Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Sermão aos Peixes de Santo Antônio de Lisboa

Esta é a 4ª edição do evento, em uma promoção as Associação dos Artistas e Artesãos locais- Aartesal -  com apoio do núcleo de bares e restaurantes.

Começa nesta sexta-feira, 11, a exposição a céu aberto, no centro histórico de Santo Antônio de Lisboa, chamada “Sermão aos Peixes” que marca a festividade em homenagem ao Santo que dá nome à comunidade. Esta é a 4ª edição do evento, em uma promoção as Associação dos Artistas e Artesãos locais- Aartesal –  com apoio do núcleo de bares e restaurantes.

Serão 30 peixes, concebidos por 20 artistas espalhados pelas ruas históricas de Santo Antônio de Lisboa. As obras serão doadas a Aartesal e, posteriormente, vendidas para apoio a outras ações culturais.

Bairro mais arte de Floripa – Foto: PHOTO-2021-06-10-13-49-07 (1)Bairro mais arte de Floripa – Foto: PHOTO-2021-06-10-13-49-07 (1)
Vale visitar – Foto: DivulgaçãoVale visitar – Foto: Divulgação
Tainha invadem as ruas de Santo Antônio de Lisboa. – Foto: DivulgaçãoTainha invadem as ruas de Santo Antônio de Lisboa. – Foto: Divulgação

Porquê sermão aos peixes?

Em Lisboa, em Portugal, tradicionalmente na festa de Santo Antônio acontece um concurso de pinturas trazendo a sardinha como tema. No caso de Santo Antônio, na Ilha de Santa Catarina, o peixe escolhido, pela época, foi a tainha.

O Sermão de Santo António aos Peixes é uma das obras mais conhecidas do Padre António Vieira. O Sermão foi pregado em S. Luís do Maranhão, no Brasil, no dia 13 de Junho (dia de Santo António no calendário litúrgico) de 1654 — na sequência dos litígios que surgiram entre os colonos brasileiros e os Jesuítas (ordem religiosa a que pertencia Vieira), que contestavam a escravidão dos povos indígenas.

O Sermão de Santo António aos Peixes constitui um documento da surpreendente imaginação, habilidade oratória e poder satírico do Padre António Vieira, que toma vários peixes como símbolos de algumas virtudes humanas e, principalmente dos vícios daqueles colonos, que são censurados com severidade. Todo o Sermão é, portanto, uma alegoria, porque os peixes são uma metáfora dos homens.

Segundo a presidente da Aartesal, Liliane Mota da Silveira, a alegoria é extremamente atual e a exposição pelas ruas já retrata uma tradição local.  “Estamos vivendo tempos tão duros que cabe uma reflexão. Às vezes é melhor falar com os peixes que os Homens. A arte inspira, comove e provoca reflexões”, destaca a artista plástica.

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