Karina Manarin

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Universidade do Sul restaura imagens feitas por imigrantes há 134 anos

Os técnicos de conservação do Centro Universitário Barriga Verde, Unibave, de Orleans, estão realizando a restauração de três imagens sacras da Capela de Santa Augusta

Os técnicos de conservação do Centro Universitário Barriga Verde, Unibave, de Orleans, estão realizando a restauração de três imagens sacras da Capela de Santa Augusta, em Braço do Norte. A Capela foi construída em 1887, por imigrantes que vieram da Itália em 1875, em pagamento a uma promessa de  João Batista Uliano, morador da Comunidade. As imagens, representando Santa Augusta, São Pedro e São Paulo, foram modeladas de barro cru e estão na capela há mais de cem anos.

Imagens foram modeladas há mais de cem anos por imigrante – Foto: Picasa/NDImagens foram modeladas há mais de cem anos por imigrante – Foto: Picasa/ND

O coordenador do Conselho Pastoral da Comunidade , CPC, Gemerson Della Giustina, de 49 anos, relata que a ideia veio de João Batista Uliano, em agradecimento à graça alcançada, depois de uma forte dor de dente. Ele iria fazer uma gruta à Santa Apolônia, padroeira dos dentes. Comentando com os demais moradores da comunidade, eles decidiram fazer uma capela, para abrigar os moradores na reza do terço aos domingos.

Sem dinheiro para comprar e mandar trazer as imagens dos santos, o próprio João Batista Uliano, modelou os apóstolos São Pedro e São Paulo e a padroeira da comunidade, que dá nome ao bairro, Santa Augusta.

Mais tarde, foi feita uma torre na Capela, e um sino bento veio da Itália. O primeiro sino rachou, mas é mantido num monumento ao lado da capela. Mais um sino foi recebido da Itália e  é mantido na torre.

A comunidade procurou a Unibave para restaurar as imagens para ser entregue a comunidade antes dos festejos do dia de Santa Augusta, comemorado em 22 de agosto.

A festa foi interrompida, mas tradição de confeccionar broas de polvilho, receita que veio da Itália, os moradores estão mantendo, de uma forma que o atual tempo permite. Elas são vendidas no sistema drive-thru, e demais postos de vendas divulgados pelo facebook da Capela Santa Augusta.

“A preocupação da comunidade é a questão de conservar as imagens que estão se deteriorando.  Não é uma história de hoje. Tem 134 anos que as imagens estão aqui”, declara.

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