Viver sem limites é uma baita tolice

Faz tempo que ouço pessoas, em momentos e lugares diferentes, dizer: “Viva sem Limites”! Bonito esse estímulo, viver sem limites

Faz tempo que ouço pessoas, em momentos e lugares diferentes, dizer: “Viva sem Limites”! Bonito esse estímulo, viver sem limites. E ao ouvir essa sentença, lembro-me de um movimento social criado por uma instituição em Porto Alegre e que tinha por proposta exatamente isso: “Viver sem Limites”.

O movimento visava a ajudar pessoas com alguma deficiência. Fora dessa situação, às pessoas, de um modo geral, lutam por viver sem limites, todavia, não se dão conta de que elas, como nós, têm essa liberdade para viver sem limites. O diacho é saber o que fazer.

Neste momento, por exemplo, posso levantar da cadeira em que estou e sair por aí, sair a procurar por melhores momentos, procurar pela felicidade…

Mas ir aonde? E sair com cara de bobo? Todos podemos viver sem limites, sem limites, dentro da lei, é claro. Ocorre que costumamos viver em círculos.

Muitos abobados acham que são espertos, que fazem o que querem, quando querem e com quem querem. Coitados. Já foi dito que o pior cego é o que não quer ver.

Vamos a um exemplo bem barato: quantas profissões existem no mundo? Muitíssimas, bah, de perder a conta. E quantas delas você pode exercer e se dar bem? Três ou quatro e olhe lá. Vale para você, para mim, para o Pedro, para o João, para a mãe Joana…

E temos liberdade para escolher o que fazer na vida. Viver sem limites é uma baita tolice, vivemos, vamos viver a vida toda, amarrados a limites bem apertados.

Antes de tudo pela educação que nos deram nos primeiros cinco anos de vida – o período de molde – , depois pelos “limites” do nosso corpo físico, pelos limites das nossas possibilidades mentais, e desses limites sobrevêm os limites da vontade…

Não temos a liberdade que pensamos. Logo, a saída é ser “ilimitados” dentro dos nossos limites. Qual o limite da minha competência dentro do trabalho de que gosto? Não sei, mas por princípio esse limite é ilimitado; tudo dentro dos limites daquilo que se me afigura “natural” para mim. Ou para você. Sem dúvida, ser feliz é viver dentro dos limites da nossa felicidadezinha. E esses limites são desconhecidos.

Perigos

Guardei, reportagem da Veja sobre Vida Moderna. Edição de 2007. “Atualíssima”. A manchete dizia assim – “O local de trabalho é tão perigoso quanto fumar, é fator de risco para ataques cardíacos”.

Já naquele tempo, eu rebatia nos comentários – “Isso só é verdade para os que não gostam do que fazem, a maioria”. Era um estudo da Universidade de Laval, Canadá. Nada mudou para os mandriões, eles têm urticária ao ouvir falar de trabalho. Fracassados!

Falta dizer

Lembrete aos jovens, já que os pais andam ocupados, sei… – Cresçam eticamente saudáveis, cortesia com todos, intimidade com ninguém, lisura no trabalho, ênfase nas amizades e muita educação moral e cívica…

E jamais “lamber botas”, dobrar a cerviz para ganhar simpatia ou qualquer vantagem. Isso é asqueroso e a própria pessoa vai se punir por essa hediondez moral. Certo, jovens? Acho bom.