Festival Internacional de Dança Contemporânea oferece oficinas gratuitas

Com certificados e inscrições gratuitas, as aulas abordam vários públicos; é necessário passar por um processo seletivo com o envio de breve currículo,

Focado na dança como experiência produtora de conhecimentos, dedicado a promover a criação e difusão da dança contemporânea, tecido na articulação entre artistas profissionais, convidados, pesquisadores e o
público, o 11º Múltipla Dança (Festival Internacional de Dança Contemporânea) acontece entre os dias 24 e 30 de maio. O festival oferece quatro oficinas ministradas por cinco profissionais entre os dias 25 e 30, inteiramente on-line.

Festival Internacional de Dança Contemporânea – Foto: Arquivo/Bruno Ropelato/Divulgação/NDFestival Internacional de Dança Contemporânea – Foto: Arquivo/Bruno Ropelato/Divulgação/ND

Com certificados, inscrições gratuitas e 25 vagas, sendo 100 no total, condicionadas a um processo seletivo com o envio de breve currículo, as aulas asseguram distintos públicos e abordagens. O festival é viabilizado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura – 2020.

Confira quais serão as oficinas:

Múltiplas críticas: 25 a 27 de maio, das 14 às 16h, Google Meet

A oficina atende estudantes, artistas, pesquisadores, professores, espectadores, formadores de opinião e interessados na prática de um texto crítico. A partir de uma reflexão teórica sobre o papel da crítica, aproxima crítica e criação em um repertório em sintonia com a dança contemporânea.

Cada encontro de duas horas, é ministrado pela jornalista Néri Pedroso, uma das articuladoras e assessora de imprensa do Múltipla Dança. Ela quer compartilhar experiência em jornalismo cultural como editora e coordenadora, sempre mantendo um elenco de críticos, pois entende que a produção artística pede legitimação criteriosa.

Sankofa – A dança como presente: 28 a 30 de maio, das 15 às 17h, Google Meet

Orun Santana, artista, bailarino, capoeirista, professor, pesquisador em
dança e cultura afro de Recife (PE), estrutura o conceito da oficina na pesquisa Ancestralidade do Presente, na qual usa os princípios da dança dos orixás e da técnica acogny de danças africanas como método investigativo do corpo em sankofa, que retrata um pássaro firme no chão, a cabeça para trás, e simboliza a necessidade de olhar o passado, acessar a história vivida para aprender.

O professor bailarino quer alunos com idade acima de 16 anos porque propõe uma experiência prática de dança.

Acessibilidade e interação: 25, 26 e 28 de maio, 10 às 12h, Google Meet

Dança em Palavras: Experiência com Audiodescrição instiga experiências com a audiodescrição, recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, baixa visão, entre outros. Atividade de mediação linguística que transforma informações visuais em verbais, a técnica possibilita maior participação e interação das pessoas no mundo das artes.

A professora Lilian Vilela alerta que não é necessário conhecimento prévio sobre o recurso de audiodescrição, basta estar interessado em participar. A oficina propõe elaborar frases de movimentos escritas e adentrar em histórias dançadas com a intenção de compartilhar experiências com e sem o uso do sentido da visão.

Acima dos 60 anos: 26 a 28 de maio, das 15 às 17h, Google Meet

A Cie. À Fleur de Peau – constituída pela brasileira Denise Namura e o alemão Michael Bugdahn, que vivem na França desde 1979 – tem como público alvo pessoas acima de 60 anos numa oficina de dança-teatro,
cujo principal objetivo é a prática do movimento lúdico, com humor e sensibilidade. A partir do prazer da dança, querem desenvolver o exercício de memória e liberar o imaginário com o corpo e dança.

Em razão da pandemia, por meio de uma tela, os participantes criam alguns módulos dançados a partir de certas indicações, utilizam elementos dos espaços onde estão em isolamento e/ ou ligados às suas próprias histórias.

O resultado ganhará uma mostra nos dias 29 e 30, às 18h, no Youtube.

Estímulo à produção de textos críticos

Um diferencial do 11º Múltipla Dança é enfatizar o desejo de textos críticos. Os participantes são convidados à experimentação e a produzir um texto sobre o evento com foco em um espetáculo, oficina, diálogo, conferência, qualquer uma das ações ou sobre o festival por inteiro.

Do conjunto, apreciado por um comitê editorial, cinco textos serão
pagos – R$ 300,00 – e ganham publicação nos sites Midiateca de Dança e
Conectdance. Além de Néri Pedroso, o comitê conta com as críticas de dança Ana Francisca Ponzio e Sandra Meyer.