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Já ouviu falar sobre dança oriental, dança do ventre ou da odalisca?

Dança oriental, também conhecida como dança do ventre ou da odalisca, é uma dança para mulheres livres que querem explorar o seu feminino e resgatar a sua sexualidade

Hello, leitores! Muitos devem ter uma base do que é uma dança oriental, mas propriamente nunca dançaram e nem sabem os seu benefícios ou muito menos sabem que existem professoras que ministram aulas apenas desse tipo de dança.

Por isso, o Mundo Maria realizou uma entrevista dançante com Juli Carboni, profissional da área que ensina dança do ventre. Confira o que ela disse!

Já ouviram falar em dança oriental?Juli Carboni, a professora especializada em Danças Orientais – Foto: Juli Carboni/Arquivo Pessoal

Juli, me conte uma coisa sobre você. Qual sua formação, se foi em dança ou se tiveram outras. De onde você veio e onde tudo começou.

Vamos lá, Maria! Sou nativa aqui de Floripa, virginiana com ascendente em virgem, fiz artes na Udesc e Letras, optei pelo Francês na UFSC,  mas não pude finalizar nenhuma das duas formações porque a dança era o estudo que realmente mais fazia sentido pra mim.

O ano foi em 2002, iniciei na dança em busca de uma parte minha que foi perdida depois que me tornei mãe aos 18 anos. Filho pequeno, vontade grande de fazer algo melhor no mundo.

Sentia que meu mundo girava em torno apenas do ser mãe e me sentia perdida como mulher, então resolvi que deveria fazer algo só pra mim e a dança trouxe um novo significado sobre como eu me entendia.

Foi paixão à primeira vista, tudo que eu queria era passar para todas as mulheres aquilo que eu aprendi com essa dança. Em algum momento minha intuição dizia que essa dança não eram só aquelas mulheres cheias de brilho dançando em restaurantes, que tinha um significado muito maior e foi assim que iniciei minha pesquisa, em 2002.

Em 2014 fiz uma capacitação profissional em Danças Árabes. Nesse período eu já ministrava aulas e busquei a capacitação como uma forma de me profissionalizar melhor.

Desde que iniciei minha pesquisa estive imersa em várias danças étnicas, eu experimentava o que estava ao meu alcance. Danças de matrizes africanas, Bollywood, danças ciganas étnicas (Turquia, Egito, Rússia, Itália, Espanha, Iraque, Bálcãs…), danças circulares, contemporânea, danças açorianas, Hula, Butho, tribal americano, Fusão Tribal, Fusão Tribal Brasil, danças marroquinas, clássica indiana (Bharatanatyam) e até um pouco de balé clássico eu já estudei.

Paralelo a isso decidi também me iniciar nas terapias vibracionais, pois a dança me trazia muitas questões sobre expor aquilo que era mais sagrado pra mim, minha essência como mulher, e tudo isso se conectava diretamente com as questões do feminino e da sexualidade feminina.

Muitas pessoas pensam que sexualidade é sexo, mas a sexualidade é o poder da criação é o que faz a natureza criar, procriar e perpetuar enquanto espécie. E vivemos em um sistema de crenças cheio de armadilhas para que não estejamos despertos, livres e felizes…

Assim nasce meu trabalho, ligado à espiritualidade do feminino e do masculino. Trazer para as mulheres essa reconexão com o seu prazer íntimo que foi bloqueado, reprimido e esquecido por muito tempo. Todas estamos despertando, todos estamos despertando.

Com quantos anos, você começou a dançar e se interessar pela dança?

Desde muito pequena já tinha interesse, adorava me mexer , dançar e pular, mas consegui efetivamente começar a aprender oficialmente algum tipo de dança em 2002, com 22 anos.

De onde vem o teu amor pela dança e o que a dança significa na tua vida?

Pergunta profunda, ein? Meu amor pela dança vem de uma conexão com o prazer e a liberdade corporal que sinto quando me movo nessa direção. Me liberto de todas as críticas e autocrítica e posso ser quem sou. Meu corpo relaxa, minha mente se desconecta e minhas emoções vibram. Ela significa uma fonte inesgotável de amor compartilhado.

Já ouviram falar em dança oriental?Dança oriental ao ar livre pela dançarina Juli Carboni. -Reprodução: Acervo: Acervo Juli Carboni/ND

Há quantos anos você da aula de dança?

Juli me contou que leciona há 10 anos.

Quais os estilos de dança que você ensina?

Eu trabalho com danças árabes,  marroquinas, cigana turca, egípcia e brasileira , Tribal Americano e Fusão Tribal, mas o carro-chefe é a dança do ventre.

É com o repertório dela que iniciamos o mergulho nesse universo da consciência corporal. Trabalho em duas frentes, dois projetos. Um se chama #dançaparamulhereslivres (mais contínuo) que é um chamado à despertar a sua própria dança e o #mistériosdasacerdotisa – 5 elementos (em formato de oficinas- iniciação + 1 para cada elemento) , que é um trabalho que fala sobre os 5 elementos e harmonização os 7 chacras através da dança.

O que a dança significa na tua vida?

Juli me respondeu com uma frase simples e sucinta: “Ela é minha forma de me mover no mundo.”

Quais os benefícios da dança? Após a aula, o que os alunos sentem? Se tiver um depoimento de alguma aluna será super bem-vindo.

  • O trabalho terapêutico com a  dança traz muitos benefícios, entre eles os principais são: Ganhos físicos: Melhora da memória; Melhora da coordenação motora; Aumento da energia vital; Alongamento e fortalecimento muscular; Trabalha órgãos internos da região do abdômen; Irrigação das articulações.
  • Ganhos psicoemocionais: Aumento de autoestima; Conexão com a mulher selvagem e seus ciclos; Relaxamento de tensão e preocupações; Limpeza mental; Equilíbrio de questões relacionadas ao ego; Reconhecimento e integração das suas sombras; Aumento da sensualidade.
  • Ganhos energético/espirituais: Desbloqueio, harmonização e nutrição dos chacras; Limpeza de energia estagnada; Reconexão com egrégora feminina;  Reconexão com a sexualidade sagrada; Reconexão com a essência de alma.

Depoimento da aluna Gabriela Vieira, funcionária pública:

“Comecei as aulas de dança do ventre porque precisava voltar a me exercitar. Fui sem pretensão e acabei me apaixonando. A dança te mostra movimentos que tu não imaginava que o corpo era capaz de fazer, músculos que tu nem sabia que precisava alongar. Isso acaba deixando o corpo mais leve depois da aula. Mas a principal diferença que sinto é na disposição. Não tem desânimo que sobreviva depois de uma aula de dança do ventre. E a vaidade também. No final sempre me sinto super maravilhosa. Mas não podia ser diferente, com a professora maravilhosa que arrumei, ela é só carinho e espalha alegria por onde passa.”

Onde você dá suas aulas hoje?

Hoje estou ministrando aulas  somente on-line, mas para 2022, além do on-line estarei abrindo espaço para o presencial, oferecendo oficinas, círculos de mulheres com dança pela Grande Florianópolis e  com um projeto de turmas semanais previsto para iniciar em fevereiro, no Centro: o Espaço Equilíbrio.

Aquela pergunta que não pode faltar aqui no Mundo Maria, qual o seu hobby quando não está dançando com seu gingado envolvente?

Eu gosto de estar em contato com a natureza, então costumo ir à praia, fazer trilhas, viajar um pouco e  estou voltando a andar de bike depois de 20 anos.

E por fim, finalizar com algo que queiras deixar de mensagem para os leitores do Mundo Maria.

Aquela máxima popular que diz que quem dança seus males espanta é uma sabedoria popular muito verdadeira, quem dança se organiza de forma interna e lida muito melhor com todas as questões que a vida nos traz. Não fique adiando esse encontro, agora é o momento certo, o tempo não espera. Seu único arrependimento vai ser não ter começado antes.

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