Nome na história: o impacto de ser o melhor bailarino e bailarina do Festival de Joinville

Melhores bailarinos contam a importância e o impacto do título para a vida pessoal e profissional

Subir a rampa do Centreventos Cau Hansen é um movimento natural e que passa despercebido para muitas pessoas, para a maioria das pessoas que entra no local para ver o Festival de Dança de Joinville. O templo da cidade da dança se enche de vida e movimento em julho, mas neste ano, as cores, ritmos e passos da dança dominaram o Centreventos em outubro.

Natália Antunes foi eleita a melhor bailarina do Festival de Dança de Joinville em 2019 – Foto: Nilson Bastian/NDNatália Antunes foi eleita a melhor bailarina do Festival de Dança de Joinville em 2019 – Foto: Nilson Bastian/ND

A realização “diferente” do maior Festival de Dança do Mundo está chegando ao fim, mas há marcas históricas que permanecem cravadas nas placas que decoram a rampa, o currículo e a vida de bailarinos que têm o orgulho e a honra de olhar para trás e ver, entre tantas conquistas, o título de “melhor bailarino/melhor bailarina do Festival de Dança de Joinville”.

Foi assim que a jovem Natália Antunes saiu da edição de 2019, a última antes da pandemia. E ela fez história. Eleita melhor bailarina em um solo de jazz, ela ressalta a importância do prêmio para o gênero e para a tradicional companhia que representa.

“Foi um marco muito grande porque o grupo Roseli Rodrigues faz história no jazz do festival de dança. Então, depois de tantos anos vir aqui, representando o jazz, ela, o legado dela, representando o Raça e trazer esse prêmio para a escola representando o nosso jazz, foi muito emocionante”, lembra.

Foi a primeira vez na história que uma bailarina passou dois anos com o título porque nunca antes houve o cancelamento de uma edição do Festival de Dança e, neste tempo, houve muito aprendizado, mas também planos interrompidos na vida de Natália.

“Foi uma mudança muito grande na minha carreira em questão de reconhecimento, de amadurecimento. Ele trouxe um amadurecimento muito grande e bom de responsabilidade e me mostrou que a vida não para, me mostrou que na dança, vamos continuar tendo que melhorar, trabalhando, acho que para minha maturidade e para minha carreira foi algo muito importante. Mas a lição maior, junto com a pandemia, trouxe esse lugar de: não para. É sempre preciso buscar mais”, fala.

O peso de ser a melhor bailarina é de responsabilidade, mas aos 23 anos, Natália sabe o quanto ter subido ao palco do Centreventos e ser considerada a melhor do maior Festival de Dança do mundo abre portas e muda a carreira e a vida de um bailarino.

“Tive muitos convites para espetáculos, cursos, que foram cancelados por causa da pandemia. Convites de companhias importantes, tudo graças a esse prêmio. É algo muito importante e repercute por muito tempo porque é muito valioso. Além disso, é bom demais porque foi marcante a ponto das pessoas lembrarem. Tem um peso muito grande e eu vou manter por muitos anos”, ressalta.

“Honra é a palavra”

Há cinco anos, o jazz também encantou e quem encantou mais ainda foi Maximiler Junio Santos de Deus. O melhor bailarino do Festival de Dança de 2016 ainda se emociona ao lembrar do prêmio, do impacto e das transformações na vida profissional a partir daquele ano.

“Para mim foi muito honroso, essa é a palavra. Eu acompanho o Festival desde 2007 e eu nunca imaginei que um dia pudesse ser o melhor bailarino de uma das edições. O sonho de todo mundo que vem é poder participar. Eu nunca imaginei esse prêmio, era uma relação inimaginável. Eu vinha na formação, não conseguia imaginar que pudesse acontecer comigo”, lembra.

Max foi eleito o melhor bailarino em 2018, 11 anos após começar a participar do Festival de Dança de Joinville – Foto: Nilson Bastian/NDMax foi eleito o melhor bailarino em 2018, 11 anos após começar a participar do Festival de Dança de Joinville – Foto: Nilson Bastian/ND

Mas aconteceu e o nome de Max está cravado em uma das placas que mostram a importância de quem torna o Festival de Dança de Joinville o maior do mundo. De lá para cá, a vida dele mudou e o que era um “hobbie” se transformou em profissão, ação e ainda mais amor pela arte.

“É muito gostoso na verdade, me sinto honrado. Ver a placa é uma honra muito grande. Eu sou um artista negro, mineiro, faz refletir muito ver meu nome ali ao lado de tanta gente importante que contribuiu tanto para a dança”, salienta.

Ele ressalta como o Festival foi capaz de impactar em sua vida pessoal e profissional, fortalecendo relações com bailarinos e profissionais de todo o país e do mundo e o tornando um bailarino, coreógrafo, profissional, artista mais completo.

“No mesmo ano eu realizei uma audição na minha cidade e já passei, fui aprovado. O Festival fez uma relação de desenvolver minha dança, de abrir o meu olhar para outras possibilidades, de poder atuar profissionalmente como bailarino e antes isso também não era imaginável. Conseguir sobreviver sendo artista era impensável”, diz.

Hoje, Max é bailarino, coreógrafo, professor, e de participante que chegava a Joinville com os olhos brilhando para acompanhar o Festival, se tornou um dos construtores do espetáculo e da dança no país.

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