Sarau promove manifestações da cultura tibetana no TAC nesta quarta

Evento tem como objetivo levantar fundos para realizar a Semana de Cultura e Arte Tibetana no fim de outubro

Divulgação

No hall do TAC, uma exposição coletiva de fotos do Tibete estará aberta à visitação só no momento do evento

Pouco conhecida pela maioria, a cultura tibetana será o tema no Sarau Cultural pelo Tibete, realizado pelo CCT (Centro de Cultura Tibetana) no dia 4 de abril, quarta-feira. Os recursos arrecadados vão ajudar a custear a Semana de Cultura e Arte Tibetana deste ano, entre 27 de outubro e 1º de novembro, na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Na quarta, a partir das 19h no hall do TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) haverá um coquetel de abertura da exposição fotográfica internacional sobre o Tibete, com curadoria de Zé Paiva, e música tibetana tocada pela DJ Gitã. O coquetel será completamente orgânico, com a contribuição de colaboradores. A exposição só estará disponível para os participantes do evento, e não terá visitação depois.

Às 20h começa o sarau, que terá como atração principal o músico tibetano Ogen Shak. Ele é o único dos artistas que nasceu no Tibete, e apesar de morar no Rio Grande do Sul, nunca tocou no Brasil antes. Entre as apresentações também estão declamações de poemas tibetanos. As únicas apresentações que não são originárias do Tibete são os números de dança de Yasmim Meera e Aglaia, um dos quais tem o Tibete como tema.

Esse é o primeiro sarau organizado pelo CCT. A Semana de Cultura e Arte Tibetana já é um evento anual, e recebe cerca de dez palestrantes internacionais e três brasileiros para falar das questões culturais do Tibete, inclusive com a presença de um representante de Dalai Lama. A edição passada teve a participação de um grande público. Além disso, o centro organiza desde o ano passado o Cine Tibete, uma vez por mês na Fundação Cultural Badesc.

Opção por focar na cultura

O Centro de Cultura Tibetana de Florianópolis é o único no Brasil, e foi fundado há três anos por Cerys Tramontini, que já viajou para o Tibete, Nepal e Índia. Parte de uma rede de 500 ONGs ligadas à questão tibetana, o centro se dedica exclusivamente à cultura do país, e não à política ou religião.

“No conceito antropológico, cultura são costumes, hábitos. No centro cultural mostramos isso e os seus reflexos na arte, poesia e música”, explica Cerys, que estuda o país há dez anos e diz que a cultura tibetana vai muito além do budismo.

O CCT procura apresentar e preservar a cultura tibetana no Brasil, sustentando os princípios éticos do Ahimsa e Nalanda. O primeiro pressupõe práticas de não-violência, e o segundo a absorção, interpretação e disseminação de conhecimentos.

Serviço

O quê: Sarau Cultural pelo Tibete

Quando: 4/4, 19h

Onde: TAC (Teatro Álvaro Carvalho), rua Marechal Guilherme, 26, Centro, Florianópolis, tel.: 3028-8070 / 3028-8071

Quanto: R$ 20 (R$ 10 meia)

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