Após perder emprego, morador de Pomerode encontra carteira com dinheiro e decide devolver

Edmilson Serra, de 52 anos, atualmente vende coxinhas e empadas com a esposa para garantir o sustento da família

Um morador de Pomerode virou exemplo de honestidade no Vale do Itajaí. Três dias após perder o emprego por causa da pandemia do coronavírus, Edmilson Serra, de 52 anos, encontrou uma carteira cheia de dinheiro. Mesmo preocupado em como pagar as contas no fim do mês, não pensou duas vezes e decidiu devolver ao dono.

Edmilson vende coxinhas e empadas para pagar as contas – Foto: Reprodução/NDTV

Ele conta que a demissão ocorreu em 2 de maio. No dia 5, enquanto passava de bicicleta pelo Centro da cidade, se deparou com a carteira e várias cédulas a mostra. Sem nem abrir para saber o valor que tinha dentro, resolveu deixá-la em uma oficina mecânica próxima ao local, para o caso de o dono aparecer.

Edmilson reconhece que aquele dinheiro iria ajudá-lo, mas se colocou no lugar de quem perdeu. Atualmente, ele e a esposa fazem empadas e coxinhas para vender e garantir o pagamento do aluguel e outras despesas básicas da família enquanto não consegue outro emprego de carteira assinada.

“Isso não me faz nem maior nem menor, fiz o que senti que era certo”, defende o morador de Pomerode que veio de Belém do Pará para Santa Catarina em janeiro de 2016.

A entrega da carteira

Maryah Welter, proprietária do estabelecimento onde a carteira foi deixada por Edmilson, olhou os documentos que estavam dentro do objeto e conseguiu identificar o dono para fazer a entrega. Ela admite que em um primeiro momento ficou espantada com a atitude, mas depois percebeu a grandeza do gesto vindo de alguém que estava desempregado.

“Honestidade é o que realmente vale a pena”, afirma Maryah.

O dono da carteira, Itamar dos Santos, de 30 anos, conta que naquele dia tinha ido ao banco e feito um saque de R$ 800. Colocou a carteira no bolso e voltou para casa, mas ao chegar na residência não a encontrou mais.

Decidiu então refazer o trajeto e ver se encontrava, o que não ocorreu. À noite, publicou nas redes sociais, para o caso de alguém achar. Foi então que recebeu uma mensagem informando que a carteira estava na oficina mecânica onde Edmilson deixou.

“Hoje em dia é muito raro. Felizmente foi uma pessoa honesta e humilde que achou e me devolveu. Sou muito grato”, diz Itamar, que ligou para agradecer pela atitude do senhor.

O abraço ficou para depois

Os dois ainda não se encontraram pessoalmente. Edmilson espera poder dar um abraço em Itamar quando a pandemia do novo coronavírus passar. Mais do que isso, deixou o convite para um café com os salgados que hoje lhe garante o sustento enquanto um novo emprego não vem.

Quem tiver alguma oportunidade de emprego para Edmilson ou quiser comprar salgados produzidos pela esposa dele, o telefone para contato é (47) 99724 5473.

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