Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.


As mulheres, finalmente, estão conquistando a liberdade

Mas não é novidade, é um movimento antigo, lento, passinhos miúdos, mas passos à frente, que é o que interessa. Verdade que com passos pequeninos, já disse, mas à frente, sem recuos

Já conto, leitora, só um pouquinho. Já conto o que está acontecendo, para muitos uma novidade. Mas não é novidade, é um movimento antigo, lento, passinhos miúdos, mas passos à frente, que é o que interessa.

O que está acontecendo, leitora, é que as mulheres, finalmente, estão conquistando a liberdade. Verdade que com passos pequeninos, já disse, mas à frente, sem recuos.

As mulheres, finalmente, estão conquistando a liberdade. Mas não é novidade, é um movimento antigo, lento, passinhos miúdos, mas passos à frente, que é o que interessa.  – Foto: Freepik/DivulgaçãoAs mulheres, finalmente, estão conquistando a liberdade. Mas não é novidade, é um movimento antigo, lento, passinhos miúdos, mas passos à frente, que é o que interessa.  – Foto: Freepik/Divulgação

Há pouco, saí para buscar novidades internacionais e encontrei uma preciosidade vinda do Japão. A preciosidade tem por título: – “Divórcio cinza”. Só não me pergunte por que “cinza” o tal divórcio. Resumindo a ópera, todas as mulheres sabem que elas são tomadas como objetos pelos homens, haja vista os tantos e tantos feminicídios.

E nenhuma retumbância na imprensa hipócrita e muito menos em Brasília, onde o apelo é ter armas. Armas com que muitos vão matar suas mulheres. As mulheres, desde Adão e Eva, são chamadas de donas-de-casa, já os homens são chamados de “chefes de família”.

Quem tem chefe é índio, abobados! Mulher cuida dos filhos, cuida da casa, faz tudo… E não adianta as modernas dizer que não porque quando o bicho pega essas tarefas são delas… O mandrião vai para a sala ver jogos do campeonato turco de 1980…

De há muito que digo que um simbólico momento de libertação de muitas mulheres é quando elas ficam viúvas, conheço inúmeras que renasceram depois da viuvez. Falemos baixo…

A agora as mulheres japonesas decidiram bater na mesa, no Japão a coisa é bem pior que aqui, como se fosse possível. As mulheres criaram o movimento nacional chamado de “Divórcio cinza”.

Esse divórcio, com papel assinado e tudo, começa quando os maridos se aposentam. Segunda as japoneses, maridos aposentados são insuportáveis em casa, passam “coçando”… Melhor é o divórcio, a libertação.

Esse, em síntese, o movimento chamado de Divórcio Cinza. Aqui as coisas não são diferentes. Diariamente leio uma famosa ou outra dizendo que casamento nem pensar, chega, deu. Os homens estão muito imaturos, como disse a linda Sharon Stone, dia destes.

E as mulheres sempre foram muito mais “velhas” no equilíbrio, na sensibilidade… Estão acordando para os direitos delas. E assim, elas, cada vez mais, querem distância dos mimimis aposentados e que ainda adoram os mingaus da mamãe…

VADIAGEM

Vagabundos, viciados, criaram a Cracolândia, em São Paulo. Crimes de todo tipo e impunes. E por aqui, vagabundos jovens param nas esquinas segurando placas: Fome. Trabalho nem pensar.

A Cracolândia pode ser varrida do mapa em um único dia, bastaria o Governo (?) brasileiro pedir ajuda ao Governo Coreano do Norte. Um dia. Os vagabundos iriam ver o que é bom… Um dia. Não tem cabimento a incompetência verde-amarela.

FALTA DIZER

Vivi por 25 anos no mundo do futebol, como narrador. Cansei de ficar sabendo de boicotes de jogadores para derrubar o treinador. Sempre conseguiram, como fazem hoje.

E quando um treinador xinga um perna-de-pau molenga, um corpo mole dentro do campo, caem de pau sobre o treinador. Ah, vão se enxergar, idiotas do falso politicamente correto!