Cacau Menezes

cacau.menezes@ndtv.com.br Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Aur revoir Coubertain: não basta competir, tem que ganhar…

Sob pressão, não!

  1. As mudanças da vida – Foto: DivulgaçãoAs mudanças da vida – Foto: Divulgação

    Cresci influenciado pelo espírito olímpico (dos Deuses) onde o importante seria a participação nas competições e que os verdadeiros vencedores eram aqueles que superavam a si próprio. Os jesuítas foram mestres, através da metodologia Ratio Studiorium para crianças e adolescentes, implantando a pratica desportiva e os valores da resiliência, da força física e mental na formação de lideres. Serena Williams, nascida pobre, a tenista negra norte-americana, a melhor da história, dizia que sentir pressão nas competições era um privilégio, pois só a sentia aquelas que estão no topo do Olimpo disputando finais e muita grana. Lutou contra tudo e contra todos, nunca desistiu, mesmo agora milionária e mãe de uma linda garotinha continua nas quadras ganhando e perdendo. Naomi Osaka, tenista negra japonesa, após fechar contratos milionários de patrocínio, desiste de competições por se considerar frágil mentalmente, por se sentir cobrada por patrocinadores e imprensa. Simone Biles, ginasta negra americana, também milionária, desistiu das competições em Tóquio por sentir-se abalada pela responsabilidade de trazer ouros e glórias para os yankees. Afinal, o importante seria participar ou vencer ? Ora, a derrota faz parte do esporte, as histórias mais lindas do esporte são daqueles(as) que foram ao fundo e retornaram ao topo, ensinando as novas gerações que todos somos falíveis e humanos. As duas atletas deram péssimos exemplos de vitimismo, com a cumplicidade da imprensa ativista passando pano com reportagens sobre as desigualdades entre mulheres brancas e negras. Naomi e Simone deveriam conhecer a história de Melânia Luz, a primeira mulher negra brasileira a competir numa Olimpíadas (Londres em 1948) no revezamento 4 x 100m: “Eu fiquei na história. Eu também competi. Não é que me deixaram”, Elas não estão merecendo o lugar onde as colocaram. Nossas vidas são feitas de altos a baixos, sendo que os reveses nos ensinam mais que as conquistas. Pierre de Coubertain, hoje esquecido, com certeza daqui a pouco o colocarão no rol dos homens brancos supremacistas e eugenistas como Shakespeare, Chopin e Borba Gato. Sua foto será trocada por qualquer um que atenda a cartilha do politicamente correto dos dias atuais, de preferência um trans que faça protestos vitimistas no pódio, para evidenciar nossas desigualdades.

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