Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


Renan Soares de Souza toma posse como Defensor Público-Geral

Ao tomar posse como novo Defensor Público-Geral do Estado de Santa Catarina, em solenidade realizada na tarde desta quarta-feira (16), Renan Soares de Souza lembrou dos seus primeiros tempos como estagiário do juizado especial em Mondaí, no Oeste catarinense, onde aprendeu que a Justiça não se realiza no litígio, mas na conciliação, por meio do diálogo, e que, depois de ter passado pelo Ministério Público, onde aprendeu a importância da atuação coletiva, se realizou profissionalmente na Defensoria Pública.

Renan Soares de Souza e Dayana Luz – Foto: Divulgação

“É na Defensoria Pública que me realizo e que o Direito faz sentido, pois é tratado como um instrumento para o avanço civilizatório e para as lutas do povo necessitado. O senso comum e a crença da neutralidade da lei e pela lei são postos de lado para a assunção de uma posição crítica do direito. Atuando em favor dos mais necessitados e vulneráveis, a Defensoria luta, propõe causas impossíveis, aponta os abusos do poder e as injustiças. A Defensoria não se propõe a ser neutra. Tem lado. Está do lado dos mais fracos”, afirmou Renan Soares de Souza.

Na solenidade transmitida pelo canal do YouTube da Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina, tomou posse também a Subdefensora Pública-Geral, Dayana Luz, que destacou o fato de o governador do Estado, que assistiu à posse por videoconferência, ter a sensibilidade de ouvir a voz dos defensores públicos e escolher o mais votado entre os nomes que compunham a lista tríplice.

“Chegou o momento, Renan, de juntos efetivarmos as mudanças que tanto planejamos para a Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina: uma Defensoria mais autônoma, mais ligada aos movimentos sociais e mais atuante nas demandas coletivas. Em um ano assolado por uma pandemia, em que temos que aprender a nos reinventar, tenho certeza que a instituição não poderia ser guiada por um defensor público mais competente”, disse Dayana Luz.