A festa continua: por que o 1007 segue fazendo sucesso

Após reforma que busca padronização das três casas noturnas, balada reabre suas portas em Florianópolis

Depois de dois anos sem ir ao 1007, fui à casa noturna neste fim de semana. O reencontro entre amigos de faculdade motivou ainda mais a ida a balada, que acabou de receber reforma estrutural e decorativa para padronizar as três unidades do empreendimento, que também tem estabelecimentos em Balneário Camboriú e São Paulo. Assim como acontece nos últimos anos, a fila para entrar no espaço era longa e se estendia por mais de 30 metros – nada que um bom papo e esquenta não faça o tempo de espera passar mais rápido.

E foi divertido. Danças, drinques (alguns seguindo a onda da catuaba, bebida marginal adorada por este que vos escreve que agora me parece estar na moda nas baladinhas, graças) e boa música, entre o pop, eletrônico e black music. Todos presentes pareciam estarem tendo um bom momento, mesmo os jovens adultos, que assim como eu, estão mais para chegar na casa dos 30. A casa noturna ainda tem seus três andares para o subsolo, conservando o deck com pedacinho de vista para Ponte Hercílio Luz, e a decoração recebeu nova iluminação e displays com algumas breves citações de incentivo à gandaia, como “Bitch I’m Back”.

Forte na cena alternativa da Capital, o 1007 tem passado por reformas anuais que me parecem procurar de fato a melhoria do espaço e atendimento ao público, além de promover a campanha “Respeito no Rolê”, que promove a conscientização da importância do respeito na balada. O ex-bordel que virou balada hype tem uma história peculiar. Apesar de ter apenas sete anos de existência, o 1007 já é um marco na história para uma geração de jovens que mora em Florianópolis – as festas semanais promovidas pela casa se resumem a muito mais que filas significativas em frente ao espaço localizado na Alameda Adolfo Konder, no Centro da Capital.

O que me fez pensar: mas afinal, por que a casa noturna segue marcando uma geração de jovens na Capital? A minha opinião: liberdade e igualdade, principalmente quando se trata de entretenimento. Sem camarotes ou preços diferentes para homens e mulheres, o 1007 segue perpetuando a ideia de que somos todos iguais quando se trata de direitos, inclusive o direito à diversão.

E que Florianópolis possa seguir contando cada vez mais com casas e festas que proporcionem bons momentos, seja no alternativo, no hype, no sertanejo, no samba, no pagode ou no pop. A balada foi boa e a festa continua.

Saiba mais.

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