Marcos Cardoso

marcos.cardoso@ndmais.com.br A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.


A filipina Catriona Gray vence o Miss Universo 2018

Concurso foi realizado em dia, local e com representante brasileira que trazem referências a Florianópolis

Catriona Gray, miss Universo 2018 - ATHIT PERAWONGMETHA/REUTERS/DIVULGAÇÃO/ND
Catriona Gray, miss Universo 2018 – ATHIT PERAWONGMETHA/REUTERS/DIVULGAÇÃO/ND

A filipina Catriona Gray, 24 anos, foi eleita miss Universo 2018, em Bancoc, na Tailândia, após três horas de concurso iniciado domingo (16), às 22h, horário de Brasília. Noventa e quatro candidatas disputaram o título em um evento com novidades marcantes à sua formatação, como o júri mais enxuto composto apenas por mulheres e a abertura a participantes transgêneros, fator de polêmica internacional.

Além disso, ao invés de 15 semifinalistas do conjunto total, foram selecionadas 20 na primeira eliminatória, cinco de cada uma das três regiões (Europa, Américas e África, Ásia e Pacífico), o que democratiza a representação, porém prejudica as que têm mais perfil para a coroa. As outras cinco foram chamadas na repescagem pela coordenação do concurso, e foi nesta aí que a brasileira Mayra Dias conseguiu uma sobrevida, sendo a penúltima anunciada.

A amazonense, que em 2015 disputou em Florianópolis o Miss Mundo Brasil, onde não passou das top 20, foi a segunda representante do seu Estado a conquistar o título nacional depois de Terezinha Morango, que também foi vice-miss Universo em 1957. Agora, em Bancoc, também não avançou até as top 10.

A miss Espanha, Angela Ponce Camacho, não passou nem na primeira etapa, apesar de sua beleza esplendorosa, mas foi chamada de novo ao palco individualmente. Ela foi a primeira mulher transgênero a participar do Miss Universo. Ao entrar na passarela, retirou a faixa com o nome de seu país e segurou-a junto ao peito. Naquele momento não representava mais a Espanha, mas os transgêneros do mundo todo. Foi ovacionada pela plateia

A 67ª edição do concurso ocorreu na Impact Arena, mesmo local que o recebeu pela última vez no país, em 2005. Naquele ano, o Brasil foi representado pela catarinense Carina Beduschi, de Florianópolis, que antes de portar a faixa verde-amarela havia vencido a etapa estadual em evento coordenado pelo saudoso colunista Moacir Benvenutti.

Por ironia, morreu de manhã e foi enterrada na tarde do mesmo domingo, aos 78 anos, a cabeleireira Enaide Arcoverde, que penteou incontáveis socialites, noivas, rainhas e misses da Grande Florianópolis. Era a preferida de Benvenutti para cuidar dos cabelos de suas misses, a ponto de levá-la a Istambul, na Turquia, em 1996, para produzir a manezinha Rafaela Linhares, que concorria pelo Brasil no Miss Globo Internacional. Enaide estava desde agosto se recuperando de complicações neurológicas que abalaram sensivelmente a saúde. Escolheu um dia de beleza universal para se despedir. A cara dela.

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