Alessandra Vieira Lobo retorna às colunas sociais, depois de vencer uma grave septicemia

Foram 23 dias de UTI e mais uma semana em observação no Centro Hospitalar Unimed

Rogerio da Silva/ND

Recuperação. Estado de saúde de Alessandra era tão grave que 37 médicos cuidaram do caso

“Quase morri, foi por um fio. Me disseram que eu tinha 5% de chance. Todos os médicos diziam isto”, diz a colunista social Alessandra Vieira Lobo, 41, que amanhã volta a ter sua coluna “Persona” publicada no Notícias do Dia, após dois meses de afastamento. Foram 23 dias de UTI e mais uma semana em observação no Centro Hospitalar Unimed, graças a uma impiedosa septicemia generalizada.

O drama começou no navio Armonia, da MSC Cruzeiros, onde ela passou o Carnaval com o namorado, os dois filhos e mais oito amigos. O embarque ocorreu no dia 18 de fevereiro, mesmo dia em que uma garçonete da tripulação morreu, com suspeitas de gripe B. “Aquele navio estava infestado”, explica Alessandra.

No dia 24 ela sentiu-se mal pela primeira vez. De ouvir as queixas de fortes dores abdominais, o médico de bordo desconfiou que ela estivesse com gastroenterite e lhe medicou. As coisas complicaram. A medicação barrou a eliminação de uma bactéria e a infecção espalhou-se rapidamente pelo organismo, causando a septicemia.

No sábado e domingo, surpreendentemente a colunista melhorou. Depois de passar por Montevideo e Punta Del Este no Uruguai, Buenos Aires na Argentina e São Francisco do Sul, onde dois passageiros com sintomas de gripe B precisaram de atendimento em terra, Alessandra desembarcou em Santos. Na segunda-feira, antes de iniciar a viagem de volta a Joinville, ela passou mal novamente.

Com fortes dores, precisou viajar deitada. Antes de Curitiba, ficou presa por três horas num pedágio, por conta de um acidente n a rodovia. O sofrimento apenas começava.

Na chegada em Joinville, dia 27 de fevereiro, Alessandra seguiu direto ao hospital da Unimed. A médica também imaginou que ela estivesse com gastroenterite e deu medicação endovenosa, liberando-a.

Alessandra conseguiu dormir, mas ao amanhecer de terça-feira as dores voltaram e ela correu novamente ao hospital. Exames confirmaram a septicemia e ela foi internada às pressas, após sentir muita falta de ar – a infecção enche os pulmões de água – e apagar. Só acordou 23 dias após.

Seu irmão, médico psiquiatra, disse que se demorassem uma hora para interná-la, não haveria tempo de salvá-la. O caso era tão sério, que os 37 médicos que cuidaram dela não acreditavam em sua recuperação.

Recuperação e vida

Na UTI, os rins de Alessandra pararam de funcionar e foram necessários dias para remover a água de seus pulmões. Ficou entubada por mais de dez dias e precisou fazer traqueotomia, da qual se recupera. Dia 30 de março ela deixou o hospital, mas precisa de cuidados. Só sai de casa para fazer exames, a cada três dias.

De tudo o que passou, inclusive delírios pós UTI – por exemplo que precisava ir ao Estados Unidos encontrar um amigo ou que seu sogro estava chegando de litorina – , ela tira uma grande lição.

“É preciso viver o hoje como se não existisse amanhã. O que quiser fazer, faça. Se pensar em dizer para uma pessoa que a ama, diga. Se puder fazer uma viagem, não espere dois anos. O futuro é hoje e a vida é uma só”.

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