Em entrevista, João Bosco fala sobre o 40 anos de carreira na música

O mineiro faz dois shows em Florianópolis neste final de semana

João Bosco - Divulgação/ND
João Bosco diz que torce pela nova geração da música brasileira – Divulgação/ND

O músico mineiro João Bosco faz show em Florianópolis no dia 26, às 21h, e 27, às 20h30, no TAC, em Florianópolis. Ele traz o álbum em comemoração aos 40 anos de carreira, “40 anos depois”. Músicas, como “Agnus sei” e “Plataforma” serão lembradas. 

>> O músico conversou com o Plural por e-mail

ND – Seu último trabalho se chama “40 anos depois”. O que mudou em você em relação a música nesses 40 anos de carreira?
JB – Eu acredito que na música o processo acumulativo das experiências  musicais fazem a diferença. É por isso que quando vamos pensar em alguma coisa inédita hoje a gente é muito mais exigente e criterioso. Daí resulta que a composição de algo novo, inédito, é muito mais demorado em surgir. 

ND – Como você vê a trajetória da música nessas quatro décadas, e qual cantor da nova geração admira?
JB – A trajetória da música é inevitável . Quem dita essa situação são as gerações que vão surgindo. É a dinâmica da música. Gosto muito de uma banda que faz uma música mais negra que se chama “Metá metá”, de São Paulo. Gosto muito também do mais recente CD de Julia Bosco e Donatinho. Acredito que sejam muitos os jovens autores e intérpretes , talentosos, à procura de sua afirmação. Eu torço por eles.

ND – O que gostaria de fazer na música se vivesse mais 40 anos? Uma parceria, um ritmo, um instrumento novo, por exemplo.
JB – Eu não quero viver mais quarenta anos, como diria o lendário percussionista Marçal, “pra morrer pobre o que eu tenho já tá bom…”(risos). Brincadeira à parte, acho que eu precisaria nascer em outro país para começar uma trajetória diferente dessa que já dura quase 45 anos.

ND – Você já será eternizado pelas belas canções que compôs. Se pudesse escolher uma para que sempre lembrassem de você, qual escolheria?  
B- Eu jamais escolheria uma canção minha mas adoraria ter feito a canção de Dorival Caymmi ” Nem eu” : quem inventou o amor/ não fui eu/não fui eu/não fui eu/ não fui eu nem ninguém…/

Serviço

O quê: João Bosco
Quando: 26/11, 21h, e, 27/11, 20h30
Onde: Teatro Álvaro de Carvalho, rua Marechal Guilherme, 26, Centro, Fpolis
Quanto: a partir de R$ 150. Clube ND tem 6% de desconto

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