Exposição “Floripa no Graffiti” apresenta o trabalho de sete artistas de rua da Capital

A mostra abre nesta terça-feira na galeria de arte Helena Fretta

Parte da exposição “Floripa no Graffiti”  que abre amanhã na galeria de arte Helena Fretta, em Florianópolis, já pode ser vista metros antes da porta de entrada.  Depois de uma semana transformando as paredes externas do lugar em uma enorme e colorida tela, os grafiteiros Alma Set3, Bug, Dogz, GBA, Tim Tchais, Toy e Wagz expõem até 22 de fevereiro sua arte de rua dentro do espaço que já abrigou peças de renomados artistas influenciados pelas mais distintas escolas. Com curadoria da artista visual e fotógrafa Vânia Martins, que junto com eles também expõe fotografias de intervenções urbanas da cidade, a mostra vem para comprovar que o grafite deixou de ser uma simples manifestação de rua para ganhar respeito e o status de arte.

Marco Santiago/ND

Cinco dos sete grafiteiros e a curadora da exposição, Vânia Martins 

“É a primeira vez que abrimos as portas da galeria para o grafite, e o objetivo é mostrar a sua importância enquanto arte. Os artistas de rua eram considerados pichadores, a exemplo de várias artes que também começaram marginalizadas”, aponta a marchande Helena Fretta. A exposição começou a ser pensada e trabalhada há cerca de um ano, após um contato da galerista com Vânia, que há anos estuda e fotografa a arte urbana em diversas partes do mundo.

“Conheci todos os artistas da exposição por causa dos trabalhos que encontrava nas ruas. Eu via a assinatura, procurava no Facebook e começava a conversar com eles. Fiz uma escolha bem seletiva e profissional, porque em primeiro lugar eles precisariam ter comprometimento”, explica a curadora.

Mesmo reconhecendo o profissionalismo e o empenho dos grafiteiros, muitos formados em artes e grandes pesquisadores da área, Helena admite que abrir seu espaço para eles foi uma ousadia. “Eu ousei ao apresentar a obra desses artistas, mas com isso iremos atingir um novo público, hoje há muitos jovens que já colecionam arte. Eu tinha essa intenção há pelo menos cinco anos, quando comecei a me interessar pelo grafite”.

Cada um com sua arte

Os sete artistas convidados a expor na galeria, alguns mais experientes e outros menos, mostram já do lado de fora os diferentes estilos que possuem ao expressar sua arte. Para começar a trabalhar na intervenção na parte externa da casa, os espaços foram divididos igualmente, todos receberam as mesmas cores de tintas e cada um passou a criar individualmente, sempre pensando no coletivo.  “Cada um já chegou mais ou menos com a ideia do que iria fazer e aí foram distribuídos os espaços. Não teve nenhum conflito, rolou tudo naturalmente”, explica Tim Tchais. “Tentamos também linkar um trabalho no outro”, complementa Toy.

A ideia tida exatamente para chamar a atenção de quem passa pela rua Presidente Coutinho, no Centro da cidade, já deu o resultado desejado antes mesmo de a exposição abrir, e deverá permanecer colorindo a paisagem por mais algum tempo. “Temos recebido a visita de muita gente nesses últimos dias, inclusive de pessoas de fora do país interessadas em saber do que se trata. A intervenção deve ficar enquanto não interferir em outra exposição, acredito que por pelo menos uns seis meses”, afirma Helena.

A exposição que pretende levara novos consumidores de arte para dentro da galeria e desmistificar o status marginal do grafite aos antigos apreciadores de arte, contará com aproximadamente 35 peças, suportadas em telas, papeis, roupas e objetos, tudo à venda. 

Serviço

O quê: Exposição “Floripa no Graffiti”

Quando: 21/1, 19h (abertura), até 22/2

Onde: Helena Fretta Galeria de Arte, rua Presidente Coutinho, 532, Centro, Florianópolis, tel. 3223-0913

Quanto: Gratuito

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