Feedback com Claudio Rio, criador do Fórum de Cultura e Cidadania que vem aí!

Morena jambo

 

Divulgação

Tays Talita atua como promotora de eventos, modelo e atriz, e nas horas vagas desfila essa beleza por aí…

Bombando

Vera Bonfante

A tendência este ano é o colorido! A empresária Zenaide Vanelli ja comemora as vendas da Pequenos Detalhes de São José, e diz que  só perde em vendas para o Natal.

Insegurança em curva

Novamente a perigosa curva que liga a BR-282 a 101 está numa escuridão total. Há mais de uma semana esse local, onde ocorrem inúmeros acidentes, está no apagão. Na semana que entra vou atrás de soluções do município, estado, governo federal, sei lá. Do jeito que está não dá. É uma curva de mil graus, com guard-rails sempre batidos e que desemboca numa rodovia que é uma das mais perigosas do Brasil. Um parque de inseguranças como já disse, parece uma montanha-russa dentro de um trem fantasma.

OTO 17

Neste sábado, às 20h, no restaurante Guarda Gosto, na Guarda do Embaú acontece a estreia de uma das atrações da Feira Cultural promovida pela Casa da Cultura da Guarda. OTO 17 é um filme com uma co-produção Brasil/Espanha, filmado na Guarda do Embaú e finalizado em San Sebastian. Leve e profundo, OTO 17 é uma comédia poética. A feira terá ainda shows musicais e teatro, além da  feira de artesanato de vendas e trocas, boi-de-mamão, yoga e atividades ambientais. Participe!

FEEDBACK COM Claudio Rio

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Ele é Produtor Cultural desde 1985. Produziu eventos artísticos, culturais e sociais de diversas modalidades como Literatura, Música, Artes Plásticas, Dança e Cinema, atuando nos estados de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Na música já produziu encontros, shows e oficinas com vários músicos do  Brasil, como: Belchior, Geraldo Azevedo, Xangai, Jorge Mautner, Flávio Venturini, Lô Borges, Tom Zé, etc. É o  criador do premiado Projeto Cinema na Favela e da Mostra Brasil de Cinema , que, de forma pioneira, fez o cinema catarinense e nacional chegar em locais de difícil acesso, onde a presença do estado só chegava através  da policia. É o criador do Prêmio Catarinense de Moda Inclusiva, que busca soluções para as pessoas com deficiência e agora criou o Fórum Catarinense de Cultura e Cidadania, que vai democratizar informações e conhecimentos sobre empreendedorismo, economia criativa, cultura popular, captação de recursos e, principalmente, cidadania. Entre outras coisas Cláudio acredita que “o estado não pode continuar ser um concorrente extremamente desleal dos produtores  e artistas…”

Como surgiu a ideia do Fórum de Cultura e Cidadania?

Surgiu das nossas dificuldades de ter acesso a informações restritas aos meios acadêmicos e a especialistas. E, principalmente, da constatação de que o acesso a aos bens e as expressões culturais é uma necessidade básica na prática e no exercício  da cidadania plena.      

O que espera alcançar com esse grande evento?

Democratizar o acesso a informações, que em Florianópolis, Santa Catarina e no Brasil, ainda são muitos restritas a grupos especializados e a minorias que se utilizam destes recursos, em proveito próprio, em detrimentos da grande maioria, que não tem acesso a cultura e a cidadania, ou, pelos menos, chamar a atenção para a existência destas diferenças.          

Porque o evento vai acontecer no Monte Cristo?

A escolha de focar esta ação no  tema das drogas, nesta  tragédia de saúde pública que é a disseminação do crack nas comunidades pobres, se deu pelo fato de que nesta região existe  a maior cracolândia do estado.  O objetivo é contribuir por meio da experiência destes dois jovens  convidados, os Ativistas Sociais MV Bill e Preto Zezé,  fundador e presidente  da  Central Única das Favelas, a CUFA,  que  também são oriundos de comunidades pobres, e, portanto,  convivem ou conviveram com esta realidade, e , ao contrário, conseguiram transformá-las em oportunidades, com produção de filmes, livros e músicas, ao invés de ser engolidos pela  droga.  

Qual sua ligação com São José?

Empreendedorismo e fé na cidade são as palavra chave na minha ligação com São José  e que nos aproximaram.  Somos criadores do Centro Cultura Nação Brasil, instalado no belíssimo centro Histórico de São José, que uma das nossas convidadas, a Atriz Malu Mader, numa visita, admirada pelas belezas da cidade, comparou a região com Valparaiso, cidade chilena onde viveu o Poeta Pablo Neruda.  Em São José construímos, em três anos de muito trabalho e muitas despesas, a única sala de cinema da cidade fora dos shoppings, um ateliê de Moda e um Centro Técnico de Estética.

Fizeram algumas reformas também, né?

Reformamos o espaço onde construímos um Centro Cultural para contribuir com a qualificação profissional e geração de renda da população, que, se ainda não funciona plenamente, é por ausência de investidores na sua manutenção, e falta da percepção do setor público sobre a importância do centro cultural com uma sala de cinema de rua, numa cidade, estado e país que apresenta dados trágicos, na existência e oferta destes serviços. Ainda, que isto, não afete a nossa admiração e paixão pela cidade.          

O que poderia melhorar pra fomentar mais a cultura por aqui? O que aponta como maiores problemas na área?

O ato de fomentar, de fato, a cultura e suas expressões artísticas, é algo que ainda quase não existe. São ações esparsas e eventuais que acontecem por meio do estado. É necessário, que os governos possibilitem  que a  cultura seja, além de expressão artística, uma oportunidade de negócios e geração de renda, qualificando e profissionalizando , artistas e produtores. O  estado não pode continuar  ser um concorrente extremamente desleal  dos produtores  e artistas.

Porque diz isso?

O estado que produz, ao invés de fomentar, com toda a sua estrutura, em detrimento das limitações estruturais do artista e produtor independente, não contribui para o desenvolvimento da cultura, pelo contrário, cria o clientelismo e a dependência de artistas e dos profissionais da área. Somando-se a isto, como se não bastasse, a continua ingerência, de outros setores e profissionais, que não sobrevivem desta área, e que tem uma visão limitada e demasiadamente lúdica sobre o mercado cultural.

Como é sua relação com MV Bill?

A nossa relação vem de alguns anos, quando ele ainda estava começando a sua carreira, no tempo que ainda reuníamos poucos jovens de comunidades que conheciam o trabalho dele. A gente se considera, e orgulhamos de ser  parceiros na trajetória e construção da carreira dele.  E nestes anos de parcerias enfrentamos  situações extremas, de confronto com a policia, com o estado , a vezes com o tráfico. Por exemplo, em incursões nas favelas e quando gravamos o documentário Falcões – Meninos do Tráfico, que produzimos  a parte gravada em  Santa Catarina. O diferencial do trabalho do Bill é a responsabilidade social, e isto foi o que nos uniu, nestes quase 15 anos de parceria.        

Uma mania: Trabalho

O que não fica sem: Informação

Sonho: Um sítio ou fazenda, com muitas plantas e frutas, na subida duma serra fria, com um riacho passando ao fundo.  

Um lugar: A imensidão dos pampas.

Viagem inesquecível: Aos Andes Peruanos e Bolivianos.

Uma palavra: Solidariedade

Um hobby: Plantas e jardins

Uma saudade: O Mar de Maceió

Uma paixão: Paixão pelo que, as vezes, nos parece um peso, mas que é uma dádiva da natureza e dos deuses, sejam 

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