Pão e Vinho

Conheça os tipos de vinho, as características de cada um, as maneiras de harmonizar a bebida com as mais variadas refeições.


Itália perde o criador dos Supertoscanos, um estilo de vinho que conquistou o mundo

Uma notícia triste marcou o início da semana no mundo vitivinícola: morreu o enólogo italiano Giacomo Tachis, o chamado artífice do “Renascimento” do vinho italiano, criador do Sassicaia, Tignanello e do Solaia, os revolucionários Supertoscanos. Esses vinhos contrariaram inicialmente as regras estabelecidas pelas Denominações de Origem Controlada (DOC) da Toscana. Elaborados com castas francesas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e/ou a italiana Sangiovese, foram considerados vinhos dissidentes e enquadrados na categoria básica dos vinhos italianos, os Vini di Tavola. Mas a qualidade e o prestígio conquistado pelos vinhos junto ao público fizeram isso mudar. Tachis deixou neles sua assinatura.

O Sassicaia foi o primeiro dos Supertoscanos, elaborado na Tenuta San Guido, próximo ao litoral da Toscana, propriedade do marchese Mario Incisa della Rocchetta, A primeira safra comercial do vinho, um corte de 85% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc, saiu em 1968. O Sassicaia se tornou tão importante que ganhou uma DOC exclusiva, a Bolgheri Sassicaia. Hoje, é um ícone da vitivinicultura italiana.

O Tignello foi o primeiro Supertoscano da família Antinori, elaborado na zona do Chianti. Também criado por Tachis, ele chegou ao mercado em 1971, feito majoritariamente com uvas Sangiovese. Em 1978 era lançado o Salaia, também dos Antinori, esse, um corte de uvas francesas com Sangiovese. O vinho se tornou outro grande clássico.

Provamos o Tignanello e o Solaia. E também outros dois vinhos toscanos feitos com castas francesas. Vinhos para pratos intensos de carne bovina, caça, cordeiro. Vejas as notas de prova.

Tignanello 2010 Toscana IGT – Marchesi di Antinori – zona do Chianti Classico – Toscana – Itália

80% Sangiovese, 15% Cabernet Sauvignon, 5% Merlot. Fermentação em madeira, estágio de 12 meses em barricas de carvalho. Vinho elegante, profundo. Cor rubi intensa. Nariz frutado, frutas vermelhas, ameixa, cereja, aroma floral. Especiarias doces e picantes, nota balsâmica, húmus. Boca fresca, acidez firme e frutada, sápido, taninos finos e presentes, longo no paladar. (Winebrands – R$ 882,00 – safra 2012).

Divulgação/ND

Solaia 2009 Toscana IGT – Marchesi di Antinori – zona do Chianti Classico – Toscana – Itália

75% Cabernet Sauvignon, 20% Sangiovese, 5% Cabernet Franc. Estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês. Cor rubi intensa, nariz repleto de frutas negras, notas de infusão, balsâmico, especiarias doces e picantes, baunilha, pimenta preta. Notas tostadas e de chocolate. Elegante, potente. Boca muito fresca, taninos presentes e aveludados, longo e intenso no paladar (Winebrands – R$ 3.651,00 – safra 2010).

Divulgação/ND

Cerviolo 2005 Toscana IGT 2005 – San Fabiano Calcinaia – Castellina in Chianti – Toscana – Itália

40% Sangiovese, 30% de Merlot, 30% de Cabernet Sauvignon. Passagem de 18 meses por barricas novas de carvalho francês. Cor rubi profunda, halos levemente alaranjados. Aromas de frutas negras, amora, mirtilo, notas tostadas, café, alcaçuz, tabaco, húmus, ervas, louro, tomilho. Especiarias, cacau. Estruturado. Boca fresca, sápida, boa acidez, taninos firmes e finos, longo no paladar (Decanter – R$ 389,30).

João Lombardo/ND

Coronato 2008 – Bolgheri DOC – Tenuta dei Pianali – Livorno – Itália

40% Merlot, 35% Cabernet Sauvignon, 25% Cabernet Franc. Passagem de 12 meses por barricas de carvalho. Teor alcoólico de 14%. Cor rubi, leve halo granada. Aromas de frutas vermelhas, ameixas, notas de especiarias doces, baunilha, tostados, café, chocolate. Convidativo. Paladar com boa acidez, taninos finos e presentes, longo, bom equilíbrio em boca (Decanter – R$ 282,90).

João Lombardo/ND

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