Recordista mundial em apneia, Karol Meyer conta os dias para a chegada do primeiro filho

Após o nascimento de Augusto, a mergulhadora já tem planos de voltar a treinar e ir atrás de um novo recorde

Eduardo Valente/ND

Oito vezes vezes recordista mundial em apneia, Karol Meyer está desde outubro sem treinar

Nem o barrigão de quase nove meses completos de gravidez é capaz de fazer Karol Meyer ficar parada por muito tempo. Mergulhadora, recordista mundial em apneia, ela seguiu com os treinos debaixo d’água até outubro, e agora, enquanto conta os dias para a chegada de Augusto, seu primeiro filho, continua firme na hidroginástica e na yoga. Aos 45 anos, ela divide a rotina entre os treinos, competições, o trabalho na Caixa Econômica Federal, além dos cursos e palestras que ministra mundo afora.

Sua carreira sólida, que já contempla oito recordes mundiais em diversas modalidades de apneia, já foi contada na biografia “Karol Meyer – A mulher do fundo do mar”, escrita por Claudia Prosini, e está prestes a ser lançada na versão infantil “A menina que queria ser peixe”, com ilustrações de Juliana Góes.

Karol nasceu em Recife mas veio ainda criança para Florianópolis, onde começou a mergulhar por pura diversão. Durante a adolescência adorava ficar o máximo de tempo possível debaixo d’água das piscinas do Lira Tênis Clube e do LIC (Lagoa Iate Clube) e logo chamou atenção de quem a observava. “Eu ficava de baixo d’água porque gostava, não sabia que aquilo poderia me levar a algum lugar. Até que de tanto as pessoas falarem, comecei a pesquisar o assunto”. Em 1997, aos 28 anos, ela descobriu e passou a fazer parte da Aida (Associação Internacional para o Desenvolvimento da Apneia), foi quando a diversão passou a ficar mais séria e a virar competições pelo mundo todo.

Hoje os treinos de Karol são baseados na total disciplina e responsabilidade, que compartilha com outros mergulhadores em seus cursos e na versão brasileira da Aida, fundada por ela. “Tem muita gente que mergulha sozinho e isso é muito perigoso, não importa a profundidade, porque se você perde a consciência depois de muito tempo debaixo d’água, não consegue sair. Eu mesma já apaguei várias vezes, mas sempre por pouco tempo, porque mergulho com segurança”.

Atrás do novo recorde

Dos oito recordes mundiais conquistados ao longo da carreira – o primeiro em 1999 –, em quatro modalidades diferentes, hoje dois deles ainda são válidos. O mais conhecido e impressionante para o público foi parar no Guiness Book de 2011: 18 minutos e 32 segundos de mergulho em apneia estática. Se existe alguém treinando para superar Karol no livro dos recordes, não se sabe, mas ela afirma que já bateu essa marca nos treinos e em breve poderá figurar novamente nas páginas do Guiness com um tempo ainda maior. Apesar desse objetivo, ela garante que bater recordes não é o principal no esporte. “Eu procuro não ficar escrava disso, penso no que é mais interessante de se fazer. Eu quero ensinar apneia, não a bater recordes”, enfatiza.

Para depois do nascimento do filho, Karol já tem uma agenda cheia de planos. Vai voltar a treinar aos poucos e está firme e forte na campanha para uma votação pela internet que a levará para uma viagem às Ilhas Maldivas, onde pretende fotografar o fundo do mar.

Mais para frente, deve começar a realizar outro de seus objetivos como mergulhadora: a produção de documentários. O plano é registrar cada canto importante do mundo relacionado ao mergulho e apontar a relação do homem com o mar. “Quero mostrar que esporte também é cultura, resgatar histórias e aproximar as pessoas do mar”.

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