Vindima de Altitude lança três roteiros de vinícolas em São Joaquim, na Serra Catarinense

A cidade, famosa pelas baixas temperaturas, produz vinhos há 15 anos e busca se consolidar no enoturismo na Serra catarinense

Oscar Rivas Beasley/Divulgação/ND

São Joaquim e região, são 35 vinícolas produzindo com a nomenclatura de “vinhos de altitude”

Até o dia 27 de março, apreciadores de vinho não precisarão ir a Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, ao Chile ou à Itália degustar vinhos de qualidade e conhecer vinícolas com bons terroirs. É hora de valorizar o que é produzido em solo catarinense, afinal, há pelo menos 15 anos, São Joaquim, na Serra catarinense, vem criando raízes quando o assunto é enoturismo.

Em 4 de março, a cidade famosa pelas baixas temperaturas no inverno, deu início à 3ª Vindima de Altitude, organizada pela Vinho de Altitude – Produtores e Associados – e com incentivo da Lei Rouanet. O intuito é fomentar o turismo local e mostrar ao país que Santa Catarina está no mercado do vinho com produtos já premiados e com boas críticas. O evento inclui também o 2º Sabores de Altitude – Festival de Gastronomia Sebrae/SC. Este ano, sete restaurantes de São Joaquim e região criaram pratos exclusivos, comercializados com 50% de desconto.

A nomenclatura “vinhos de altitude” acompanha a maioria dos rótulos dos vinhos produzidos pelas 35 vinícolas associadas, sendo 20 delas em São Joaquim. O motivo é que a altitude – são 900 metros acima do nível do mar – interfere na cor, no aroma e na estrutura da bebida. Além disso, foi uma opção da associação não usar açúcar, ou o mínimo possível, em seus produtos. Eles contam apenas com as questões climáticas para obterem o sabor desejado no vinhedo. Juntas, de acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Vinhos, Acari Amorim, as vinícolas da Serra catarinense produzem 1,3 milhão de garrafas por ano. “Hoje a produção máxima por vinícola, com uma boa colheita, pode chegar a 200 mil garrafas”, afirma Amorim.

Para o governador Raimundo Colombo, que esteve na solenidade de abertura da Vindima no dia 11, o que agrega valor à produção de vinho da cidade não é o volume do que é produzido, mas a qualidade. “É importante reconhecermos os produtores, porque é uma atividade a longo prazo, uma história de vida que é entregue a todos nós. As vinícolas trazem benefício além do emprego, que é a possibilidade do crescimento do turismo”, aponta Colombo.

Este ano, a Vindima estreia a inserção de três roteiros de vinhos para os visitantes escolherem, já que há grande diversos locais para se visitar e alguns se tornam distantes se a viagem não for bem planejada. São 35 vinícolas ao todo, contemplando São Joaquim, as cidades de Urupema (vinícola Urupema), Campo Belo do Sul (vinícola Abreu Garcia) e visita a um sítio arqueológico; e as cidades de Treze Tílias (vinícola Kranz) e Água Doce (vinícola Villaggio Grando).

Oscar Rivas Beasley/Divulgação/ND

As vinícolas da Serra produzem juntas 1,3 milhão de garrafas de vinho ao ano


Variedade nos vinhedos

A vinícola pioneira na cidade foi a Villa Francioni, fundada em 2001, onde são plantadas as uvas nas variações de Merlot, Cabernet, Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Syrah, Sangiovese, Pinot Noir, Petit Verdot, Sauvignon Blanc e Chardonay. A marca faz parte do enoroteiro, e vende seus rótulos para o Sul e Sudeste do país, tendo como um dos maiores mercados o eixo Rio-São Paulo.

A Villa, que tem 26 hectares plantados, teve um de seus maiores reconhecimentos, e consequente aumento de vendas, depois da visita da cantora norte-americana Madonna ao Brasil em 2009. A musa do pop tinha a fama de tomar apenas vinho rosé do Sul da França, porém um enólogo brasileiro, conhecedor dos produtos de São Joaquim, ofereceu uma garrafa do Villa Francioni Rosé para a celebridade e ela aprovou. Hoje o produto é responsável por 20% da venda total da vinícola.

Destaque também em produção de uvas e vinhos é a Vinícola Urupema, antiga Santo Emílio. Com um dos maiores terrenos entre as vinícolas da região – são 780 hectares – a família Binotto Bazzo tem cinco tipos de uvas, e entre seus sete rótulos o vinho tinto Leopoldo, premiado em festivais, entre eles o de Bruxelas, na Bélgica. A Vinícola Leoni Di Venezia, de Saul Bianco, foi inaugurada durante a Vindima. O vinhedo deles chega a 14 tipos de uva, tendo como destaque a produção das uvas brancas Garganega, Gewürztraminer, Grechetto e Vermentino. O local chama a atenção pela arquitetura elaborada, inspirada no palácio italiano Villa di Maser (1564), de Andrea Palladio.

O valor das degustações variam, mas partem de R$ 30. Algumas vinícolas comportam restaurantes e oferecem almoços e jantares harmonizados que podem chegar a R$ 170. Algumas têm pequenas pousadas, onde o visitante pode desfrutar das paisagens das vinícolas.

Serviço

O quê: 3ª Vindima de Altitude
Quando: até 27/3
Onde: São Joaquim e região
Saiba mais: www.vindimadealtitude.com.br

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Diversão

Loading...