Ademicon, nova gigante dos consórcios no Brasil

Fusão da Ademilar com Conseg é anunciada com números promissores no mercado

Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon – Foto: Valterci Santos

O anúncio da fusão da companhia de consórcio de imóveis Ademilar com a Conseg, empresa especializada em consórcio de veículos pesados e leves, é destaque no setor, já que, juntas, as empresas formam a maior administradora independente de consórcios do Brasil nos segmentos de imóveis e pesados, o grupo Ademicon.

A Ademilar passa a controlar 70% das ações da Ademicon, enquanto a Conseg, que tem entre seus acionistas o fundo Treecorp Investimentos e o empresário Jefferson Maciel, fica com 30% das ações.

O Conselho de Administração da Ademicon tem como presidente Raul Schuchovsky, além de membros da família Schuchovsky, do fundo Treecorp, da Conseg e conselheiros independentes.

Esta é uma boa notícia para as empresas, que atuam com força em todo o Brasil, inclusive em Santa Catarina.

Mercado aquecido e bons números nas previsões

Juntas, as companhias somam R$ 24 bilhões em créditos comercializados em suas histórias.  Somente este ano, as vendas de consórcios da Ademicon deverão chegar a R$ 5 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões serão resultantes da venda de cotas de imóveis e R$ 1,5 bilhão da comercialização de cotas de veículos pesados.

Segundo a CEO da companhia, Tatiana Schuchovsky Reichmann, os negócios não param por aí, e o mercado para este produto está muito aquecido, com excelentes previsões e já com bons resultados, mesmo em meio à pandemia. 

“Nunca na história da empresa se vendeu tanto. Tivemos um crescimento de quase 68% de créditos comercializados em junho de 2020 em comparação ao mesmo mês no ano passado. Batemos os 21,4% de crescimento no primeiro semestre. O represamento que aconteceu nas vendas no começo da pandemia veio em junho”, observa a CEO.

Agora, o panorama é de mais crescimento. Juntas, Ademilar e Conseg serão responsáveis pela gestão de mais de 82 mil cotas de consórcio e mais de R$ 13 bilhões em créditos ativos comercializados. 

Veja a entrevista com a CEO da Ademicon, que conta um pouco sobre como começou a fusão.

ENTREVISTA


Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon


Como começou esta negociação?

Começamos há cerca de 2 anos, quando Jefferson Maciel me perguntou se eu gostaria de ampliar os negócios. Eu disse que a Ademilar estava muito bem, crescendo 30% ao ano. Mas, depois dessa conversa, decidimos pensar fora da caixa e analisar outras possibilidades. Na verdade, me veio bastante à mente os nossos clientes, que acreditam na marca e esperam mais benefícios dela, mais opções.

Assim, fizemos essa fusão no meio da pandemia. O mundo com todo este problema e nós, andando para frente. E quando assinamos os primeiros documentos do processo de fusão, tivemos um mês recorde na história da Ademilar, comercializando quase meio bilhão de reais em junho.

Quer dizer, então, que a crise gerada pela pandemia não afetou os negócios?

Nunca na história da empresa havíamos vendido tanto. Chegamos a um aumento de 67,62% no volume de créditos em comparação ao mesmo período no ano passado. Batemos os 21,4% de crescimento no primeiro semestre. O represamento que imaginamos ter acontecido nas vendas no início da pandemia surtiu ótimos resultados depois.

A que você credita este sucesso nas vendas?

Continuamos vendendo porque o consórcio é um produto que faz bem à vida das pessoas. Porque é uma forma da família se planejar para adquirir um imóvel ou mesmo um veículo. Neste momento de pandemia, me perguntam como vendemos tanto. Primeiro, acho que houve um represamento. Depois, as pessoas sentiram a necessidade de ficar mais seguras. Como ficaram mais tempo em casa, perceberam a importância do conforto de um lar, um espaço mais adequado para o home office, por exemplo.

O que você teria a dizer agora para seus clientes, e aos integrantes desta nova família, a Ademicon?

Eu tenho a dizer que nós queremos acolhê-los cada vez mais. Acolhimento é a palavra certa neste momento. O slogan da Ademicon, que é “Casa de Soluções Financeiras”, representa o que somos: uma casa que acolhe. Hoje são 82 mil famílias pagando por mês. Já passaram por Ademilar e Conseg 135 mil famílias.

E qual é a ideia para o futuro?

A ideia é adquirir novas companhias e termos mais produtos para oferecer aos nossos clientes, queremos os consórcios das marcas New Holland, Iveco, Librelatto, Mitsubishi, Suzuki, por exemplo, fortes conosco.

O que muda com a chegada dos veículos pesados e leves nesta fusão?

É um desafio, um produto diferente, mas a essência é a mesma. Os colaboradores já estão acostumados com empresas familiares e sentimos sintonia entre elas. Foi por isso que efetivamos esse negócio, por termos particularidades e culturas muito parecidas.

Fiz uma imersão na Conseg, conheci os colaboradores pessoalmente, um a um. Eu conhecia só números. Passei setor por setor para entender os processos. Foi ótimo. Hoje é fácil entender, eu vivo isso, a integração está sendo muito tranquila.

O que vocês esperam em números até dezembro?

Esperamos números ainda melhores. A previsão é de crescermos acima de 22% até dezembro. O consórcio está aquecido no Brasil. As pessoas têm segurança no produto.

E quais são os resultados, especificamente, em Santa Catarina?

Santa Catarina foi onde começamos a crescer. Fomos muito bem recebidos no Estado. Iniciamos a expansão em Joinville, cidade natal de meu pai. Nossas primeiras unidades fora do Paraná foram abertas em Santa Catarina. Nascemos em Curitiba, mas nos sentimos catarinenses também.

Atualmente, temos 16 unidades em SC. No primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019, tivemos um aumento de quase 10% no volume de créditos comercializados em Santa Catarina.

Em breve vamos inaugurar mais uma unidade para os catarinenses, dessa vez na cidade de Mafra.

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